Forte alta das vendas no varejo dos EUA surpreende analistas

SÃO PAULO, 8 de abril de 2010 - As vendas das varejistas norte-americanas apresentaram crescimento de 9,1% em março, segundo a Thomson Reuters, mostrando o melhor mês desde que a empresa começou a monitorar os números de uma década atrás. O setor se beneficiou não apenas da melhora da confiança dos consumidores, mas também -de fácil comparação do ano passado-, o aumento de compras de Páscoa e o aquecimento do clima nos Estados Unidos, em especial, da Costa Leste, densamente povoada.

Das liquidações às superlojas de vestuário de luxo, os varejistas superaram as expectativas dos analistas, depois que a demanda por produtos do segmento foi super aquecida.

As lojas de departamento, que sofreram algumas das maiores quedas nas vendas no conceito "mesmas-lojas" no ano passado, viram sua receita aumentar 12,3% em março, o melhor ganho no período verificado.

Vale apontar que as vendas de abril são suscetíveis e normalmente, apresentam-se mais baixas, refletindo em parte o fim da Páscoa. Além disso, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) sinalizou que os consumidores vão diminuir os gastos com cartão de crédito.

"Nós estamos em um caminho de volta, mas isso não significa que não possamos escorregar nos meses durante o restante deste ano", disse Madison Riley, diretor de varejo da América do Norte para Kurt Salmon Associates.

A Target Corp, uma das maiores varejistas norte-americana, citou que há uma "força especial" no segmento vestuário, categoria discricionário que tem sido vexatória para os retalhistas ultimamente e expressou a sua confiança informando que "os primeiros ganhos do trimestre por ação deve ser, pelo menos, de US$ 0,10 acima do previsto pelo Wall Street Journal, ao esperar US$ 0,74 por ação.

A tradicional Macy's anunciou desemprenho acima das expectativas, ao apresentar avanço de 10,8% em março, ante o mês anterior, quando esperava-se ganhos de 7,9%. A Saks teve suas vendas elevadas em 12,7% em março, também ante o segundo mês do ano, quando se previa alta de 5%. Já a marca do momento entre os adolescentes e adultos moderninhos Abercrombie & Fitch registrou aumento de 5% nas vendas mesmas-lojas, quando Wall Street esperava 6,6%. Ao seu lado, a JC Penney marcou apenas alta de 5,4% quando se almejava 5,7%, ambas também no mesmo período supracitado.

O setor de varejo acrescentou 14.900 empregos em março, seu terceiro mês consecutivo de expansão, após o fechamento de 1 milhão de posições desde que a recessão começou em dezembro de 2007.

(Redação com agências internacionais - Agência IN)