World Wine baixa os preços e investe em vinhos sul-americanos

SÃO PAULO, 7 de abril de 2010 - A partir do dia 12 de abril, os mais de 2.000 rótulos da World Wine, uma das três principais importadoras de vinhos premium do Brasil, terão, pela primeira vez desde a abertura da empresa em 1999, redução nos preços. A tabela de valores vigente terá abatimento médio entre 5 e 15%, dependendo da região produtora. A mudança contribui para a estratégia da importadora de democratizar o consumo de vinhos premium ao oferecer rótulos a preços mais acessíveis.

"No auge da crise, com a alta do dólar, a World Wine assumiu o compromisso de não alterar o preço de todos os seus rótulos até 31 de dezembro de 2008. No começo de 2009, no entanto, os valores foram construídos em cima da valorização da moeda americana e do cenário alarmante que apontava a economia mundial", explica Celso La Pastina, diretor comercial da importadora. "Com a realidade atual, esperamos a estabilidade do câmbio e assim conseguiremos trabalhar com taxas e riscos menores", completa.

A redução dos preços será de 15% nos vinhos sul-americanos (Argentina, Chile e Uruguai) e de 5 a 10%, nos rótulos produzidos nas demais regiões vinícolas (Estados Unidos, África do Sul, Marrocos, Austrália, Nova Zelândia, Espanha, Portugal, Hungria, Alemanha, Itália e França).

Segundo Celso, a expectativa é que o setor cresça acima de dois dígitos em 2010 , e para isso, pretende adotar na World Wine uma postura cada vez mais agressiva em relação ao preço. "No Brasil pouquissímas pessoas bebem vinho, o consumo está muito concentrado nas classes A e B, em pessoas que possuem nível cultural mais elevado", afirma.

Como parte dessa postura, a World Wine resolveu investir em rótulos chilenos e argentinos. Os fatores como menor preço, investimento em qualidade e a forma lúdica de identificar os rótulos com o nome das uvas - ao invés de regiões como dos vinhos europeus -, caíram no gosto do brasileiro e tornaram os produtores vizinhos em líderes de importação no país - 65% de acordo com o instituto de pesquisa Aliceweb / MDIC.

(Redação - Agência IN)