Retomada das preocupações com Grécia pressiona mercados

SÃO PAULO, 7 de abril de 2010 - Em dia de poucos indicadores, o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) está no radar dos investidores, podendo influenciar o viés dos mercados no fechamento. No fim do período da manhã, o dólar avançou 0,46%, a R$ 1,764 na venda, enquanto as principais bolsas de valores amargavam perdas.

Na visão dos analistas, há certa resistência do câmbio em torno da taxa de R$ 1,76. Segundo estes especialistas, o foco do mercado internamente está nas recentes projeções de inflação e o quanto o Copom irá impor de alta na taxa Selic em sua próxima reunião, dia 28. "No mercado, o consenso flutua entre 0,5 e 0,75 ponto percentual, tendo em vista que a geração de emprego, renda e consumo estão aquecidas na economia brasileira", comenta um profissional. As projeções apontam Selic de 11,25% ao fim do ano e inflação de 5,18%.

No mais, os players optam pela cautela nesta manhã diante da possível elevação de juros na China e da onda de saques nos bancos gregos, após rumores de que o país estaria tentando renegociar sua dívida sem a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI). "A interpretação é de governo daquele país não está disposto a seguir as imposições mais sérias do fundo, gerando mal estar aos mercados", destaca a SLW corretora em relatório.

Na agenda, foi divulgado que os estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos tiveram aumento de 2 milhões de barris, chegando a 356,2 milhões. Já os estoques de gasolina, por sua vez, tiveram recuo de 2,5 milhões de barris na comparação semanal, para 222,4 milhões. Ainda hoje saem o índice que mede o total de crédito ao consumidor referente a fevereiro nos EUA.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)