Páscoa gera 63,3 mil empregos temporários

SÃO PAULO, 7 de abril de 2010 - A indústria do chocolate e o comércio contrataram 63,3 mil trabalhadores temporários em todo o País durante o período que antecedeu a Páscoa deste ano. O resultado é 5,5% maior que o registrado em 2009, segundo pesquisa encomendada pela Asserttem (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário).

O levantamento confirma ainda que 15% destes contratos temporários têm chance de efetivação, o que corresponde a quase 9,5 mil brasileiros, praticamente o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. A data também significou oportunidade de primeiro emprego para 25% dos trabalhadores.

Vander Morales, presidente da Asserttem, justifica os números positivos em relação à crise mundial do ano passado: "com a economia aquecida, todos os setores são favorecidos na mesma proporção e isso se reflete em mais oportunidades de trabalho para todos, inclusive temporários".

A diretora de comunicação da entidade, Jismália de Oliveira Alves, afirma que o número de contratações superior à previsão de 61,5 mil vagas já era esperado. "De janeiro até agora, o Brasil vem retomando gradualmente os níveis pré-crise e a flexibilidade do trabalho temporário tem sido fundamental nessa recuperação". Para ela, esta modalidade de contratação, além de suprir o aumento de demanda nas empresas, é também a grande porta de entrada de jovens no mercado de trabalho.

A indústria, responsável por 60% das vagas preenchidas, iniciou as contratações em setembro do ano passado, principalmente para a linha de produção. Este ano, as empresas de embalagem artesanal também contribuíram para o aumento nas contratações, com uma projeção de 20% nas vendas sobre o ano anterior.

Os homens representam 55% dos contratos, em funções como: auxiliar de produção, auxiliar de expedição, motorista, entregador, auxiliar de cozinha, promotor de venda, estoquista e operador de empilhadeira. Em média, os candidatos tiveram acima de 18 anos, ensino médio completo e facilidade para trabalhar em grupo. A remuneração ficou entre R$ 550 e R$ 1,3 mil.

No comércio, as vagas para balconista, vendedor, degustador, demonstrador e repositor foram preenchidas igualmente por homens e mulheres na faixa etária entre 18 e 30 anos, ensino médio completo, criatividade, organização e bom relacionamento com o público. A remuneração variou entre R$ 550 e R$ 850.

(Redação - Agência IN)