Dados de atividade pautam negócios no mercado de renda fixa

SÃO PAULO, 7 de abril de 2010 - A curva de juros futuros teve uma quarta-feira de ajustes para cima com os agentes financeiros avaliando o impacto dos novos dados de atividade na economia brasileira. Na BM&FBovespa o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, projetou taxa anual de 10,43%, ante 10,41% do ajuste anterior.

Nesta manhã o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial subiu em 7 das 14 regiões pesquisadas em fevereiro, na comparação com o mês anterior. Na média nacional, a indústria apresentou avanço de 1,5% na mesma base de comparação.

Ainda na agenda interna, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que a produção de veículos no Brasil em março deste ano atingiu 331 mil unidades, 32,5% acima do registrado em fevereiro, quando foram produzidas 249,8 mil veículos.

Já os dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que o nível de utilização da capacidade da indústria brasileira manteve-se estável nos primeiros meses do ano. Considerando os dados dessazonalizados, o indicador atingiu 80,4% em fevereiro de 2010, igual ao mês anterior. Em relação a fevereiro do ano passado, a utilização cresceu 2,2 pontos percentuais. De acordo com a pesquisa, o resultado reflete a melhora na atividade industrial, que se recupera dos efeitos da crise internacional.

Para profissionais de renda fixa, os dados de atividade devem contribuir para um consenso no mercado em relação ao rumo da taxa Selic, fixada em 8,75% ao ano. Faltam três semanas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e há grande expectativa quanto à decisão. Há consenso por parte do mercado de que o colegiado do Banco Central (BC) deverá começar nesta reunião o processo de ajuste da taxa Selic, fato que foi sinalizado na Ata da última reunião. No entanto, a questão central no momento é quanto ao tamanho do ajuste.

O mercado aguarda para amanhã o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março estimativa de 0,50%. Será divulgado também a variação do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de março, expectativa de 0,85%.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)