Chávez anuncia US$ 5 bi em investimentos em energia

SÃO PAULO, 7 de abril de 2010 - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou que vai investir mais de US$ 5 bilhões no setor energético. O objetivo é aplicar os recursos na instalação de usinas para a geração e distribuição de eletricidade no país. Desde o final do ano passado, os venezuelanos vivem uma intensa crise energética que tem provocado apagões, racionamento e medidas de emergência.

Segundo Chávez, serão investidos cerca de 17,8 milhões de bolívares na instalação de cada unidade de distribuição de energia.

No caso das usinas, a previsão é que a partir de sua instalação, elas passem a gerar 74,6 megawatts. Chávez estima que neste mês outras plantas estarão prontas, como Caicara do Orinoco, Carupoano, Yaguaraparo Achaguas Monay e I e II.

Em maio, o presidente venezuelano planeja a instalação de mais sete usinas que devem elevar a geração de energia para o fornecimento de 125 megawatts distribuídos pelo Sistema Eléctrico Nacional (SEN). As usinas que deverão ser concluídas em maio são Cunaviche, El Pinal, La Concepción, La Riaza Cúpira, Las Hernández, Cojoro e Barinas I e II.

As dificuldades no setor energético na Venezuela se acentuaram no ano passado. Em dezembro de 2009, o presidente foi à televisão informar sobre as dificuldades por causa da falta de chuva. Houve redução dos níveis da água na barragem Guri - a principal do país. Nessa barragem está o complexo que produz 70% da eletricidade na Venezuela. O governo brasileiro ofereceu apoio a Chávez por meio do envio de técnicos e troca de tecnologia.

Ele se viu obrigado a anunciar planos de racionamento de energia, principalmente nas grandes cidades, como Caracas e Mérida. Além da falta de eletricidade, os venezuelanos se queixam do desabastecimento de mercadorias básicas, como leite e manteiga.

Com uma economia baseada no petróleo e derivados, o governo da Venezuela avalia que é mais viável importar algumas mercadorias do que produzir baseado no déficit da oferta de alimentos e de outros bens e serviços. As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)