Brasil e Bolívia discutem mineração, gás e hidroeletricidade

Agência AFP

LA PAZ - Brasil e Bolívia discutem, em La Paz, projetos de investimentos nas áreas de mineração, gás, hidroeletricidade e construção de vias, no âmbito de um diálogo, em La Paz, entre comissões governamentais bilaterais, informou a ministra boliviana de Planejamento, Viviana Caro.

"Revisamos os avanços em projetos em curso, como em estradas e infraestrutura, programas de mecanização do agro(negócio) e apoiar o trabalho em exploração de gás e petróleo", afirmou a ministra Caro, durante entrevista coletiva.

A delegação governamental-empresarial brasileira é chefiada por Marco Aurelio Garcia, principal assessor internacional do presidente Lula, que se reuniu nesta quarta-feira com o presidente Evo Morales na casa presidencial.

A ministra Caro também informou, embora não tenha dado detalhes, que as comissões bilaterais conversaram, sem chegar a qualquer acordo, sobre a construção de três usinas hidrelétricas em diferentes bacias da Bolívia e o desenvolvimento de um pólo petroquímico na fronteira binacional.

Aurelio Garcia disse que o desejo do Brasil "é apoiar planos de desenvolvimento", embora tenha indicado que "há orçamentos de empresas privadas e estatais que ainda devem ser discutidos" e que, portanto, "não há quantias".

Durante a conversa, Morales pediu ao Brasil apoio na construção de um trem elétrico entre povoados fronteiriços de Puerto Suárez, no leste da Bolívia e vizinho do Brasil, e Pisiga, no outro extremo e limítrofe com o Chile, o que levará uns sete anos para se concretizar.

A interligação férrea entre o oeste e o leste da Bolívia é um sonhado projeto local que data de meados da década de 60, cuja execução se chocou com o alto custo de passar pelas cordilheiras dos Andes.

A ministra Caro informou que o diálogo sobre outras áreas, como a luta antidrogas, continuarão nas próximas horas em La Paz.