Primeiro poço de petróleo nas Malvinas não é viável

Agência AFP

LONDRES - A companhia de petróleo britânica Desire Petroleum, que iniciou em fevereiro as operações de prospecção nas Malvinas, indicou que a primeira perfuração foi tecnicamente um sucesso, mas que o combustível encontrado não é comercialmente viável, informou o jornal Sunday Times.

A Desire Petroleum anunciaria esta semana, segundo o jornal, que cita "fontes da indústria", as conclusões do primeiro poço perfurado, a uma profundidade estimada de 3.500 metros, nas Malvinas, de um total de quatro previstos.

Segundo o jornal, a primeira perfuração da Desire Petroleum foi "tecnicamente um êxito", o que significa que a empresa encontrou petróleo, mas não é "comercialmente viável", ou seja, não há combustível suficiente para desenvolver o poço.

Ainda de acordo com o Sunday Times, a Desire Petroleum não concluiu a perfuração, "mas os sinais não são alentadores".

A decisão britânica de autorizar operações de prospecção nas Malvinas gerou uma forte tensão entre os governos da Grã-Bretanha e da Argentina, que reclama a soberania sobre as ilhas.