Grécia e indicadores dividem atenções dos agentes

SÃO PAULO, 26 de março de 2010 - A cautela dos investidores fez com que as principais bolsas mundiais encerrassem a sexta-feira em direções opostas. A situação da Grécia ainda pesa nos mercados, porém indicadores positivos aliviaram maiores perdas.

Diante disso, as bolsas norte-americanas terminaram sem tendência comum. No campo econômico, foi anunciado hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) do país subiu 5,6% no quarto trimestre de 2009. Os analistas estimavam alta de 5,9%. Já a confiança do consumidor marcou 73,6 pontos em março. O resultado veio 1 ponto acima das expectativas do mercado.

Ao término do pregão, na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês), o índice Dow Jones Industrial Average subiu 0,08%, aos 10.850 pontos. O S&P 500 cresceu 0,07%, aos 1.166 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq caiu 0,10%, aos 2.395 pontos.

No continente europeu, as praças acionárias fecharam em baixa. O acordo para solucionar o problema da Grécia não foi suficiente para retirar o clima de cautela da região, que possui lenta recuperação após a crise financeira. Ao final do pregão, o índice FTSE-100, de Londres, recuou 0,43%, aos 5.703 pontos, o DAX, de Frankfurt, perdeu 0,21%, aos 6.120 pontos e o CAC-40, de Paris, teve retração de 0,29%, aos 3.988 pontos.

Na Argentina, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, apresentou declínio de 0,31%, aos 2.402 pontos.

E por aqui, após operar com volatilidade durante o dia, o Ibovespa encerrou em leve alta de 0,35%, aos 68.682 pontos. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 5,70 bilhões. O índice foi sustentado pelas ações da Vale e Gerdau. Já os papéis da Petrobras foram penalizados, diante da indefinição do projeto de capitalização.

Ainda internamente, na renda fixa, em dia de volume reduzido, as projeções de juros futuros finalizaram sem direção única. O Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 projetou taxa anual de 10,39%. Enquanto que no câmbio, o dólar encerrou com avanço de 0,88%, vendido a R$ 1,82.

E nas commodities, os preços do petróleo recuaram no mercado internacional, diante da preocupação de que a procura pelo combustível poderá diminuir. A cotação barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em maio, recuou 0,7%, cotado a US$ 80 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento em maio, teve contração de 0,04%, para US$ 79,29 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)