Equador anuncia adesão ao sistema nipo-brasileiro de TV

SÃO PAULO, 26 de março de 2010 - O governo do Equador anunciou nesta sexta-feira a sua adesão ao ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial), como é chamado o padrão de TV Digital aberta nipo-brasileiro.

O ministro de Telecomunicações do Equador, Jorge Glass, e o secretário de Telecomunicações do Brasil, Roberto Pinto Martins, assinaram em Quito um memorando de cooperação entre os dois países para a implantação da TV Digital aberta no país vizinho. O governo japonês também firmou um protocolo para ajudar na implantação do sistema.

O Equador é o sexto país da América Latina a aderir oficialmente ao padrão nipo-brasileiro, que também está sendo implantado, além do Brasil, pelo Peru, Argentina, Chile e Venezuela. O secretário de Telecomunicações do Brasil, Roberto Pinto Martins, comemorou a decisão. "O ISDB-T está se tornando, de fato, o padrão de TV Digital da América Latina", disse.

A possibilidade de adesão do Equador ao sistema de TV Digital nipo-brasileiro começou a ganhar força ainda em maio do ano passado, quando o presidente Rafael Correa declarou que o ISDB-T era o mais viável. O governo equatoriano descartou a possibilidade de aderir aos outros dois padrões estabelecidos no mercado internacional: ATSC (americano) e DVB (europeu).

O ministro de Telecomunicações do Equador, Jorge Glass, destacou a adoção do padrão nipo-brasileiro por conta de o ISDB-T ter se tornado o sistema com maior presença na América Latina. Glass disse que o ISDB-T já pode ser considerado o padrão latino-americano.

De acordo com o superintendente de Telecomunicações do Equador, Fabián Jaramillo, a decisão em favor do sistema ISDB-T se deu em função da qualidade técnica, considerada superior, da TV Digital nipo-brasileira. Além disso, o sistema permitirá levar as transmissões abertas para cidades que ainda não contam com o serviço. No Equador, 84% dos lares possuem pelo menos um aparelho de televisão. O prazo de implantação do ISDB-T é estimado em sete anos.

(Redação - Agência IN)