Inadimplência das empresas recua 10,7% em fevereiro

SÃO PAULO, 24 de março de 2010 - A inadimplência das pessoas jurídicas recuou 10,7% em fevereiro no país, na comparação com janeiro, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. Foi a maior queda verificada desde agosto de 2009.

Segundo os técnico da Serasa, o decréscimo foi puxado, em boa parte, pelo menor volume de títulos protestados, que contribuíram com uma redução de 9,6% no indicador, e pelos cheques sem fundos, que contribuíram com decréscimo de 1,1%. Já as dívidas não honradas junto aos bancos praticamente não variaram no mês e, portanto, não influenciaram na queda da inadimplência das empresas no período.

Na análise por porte, a inadimplência das grandes empresas apresentou 30,9% de queda, na relação sobre janeiro. Na mesma comparação, a inadimplência das médias empresas caiu 20,3%, e a das pequenas, 9,7%.

No bimestre, a inadimplência das pessoas jurídicas caiu 11,6% nos últimos 12 meses. Na variação de fevereiro de 2010 sobre o mesmo mês de 2009, por sua vez, o recuo foi de 8,1%.

Todas as quedas da inadimplência das empresas, verificadas nas comparações com 2009, se devem ao fato de que a inadimplência nos negócios, no momento mais crítico da crise - 1º trimestre de 2009 -, experimentou patamares elevados, em decorrência do crédito restrito, da baixa atividade econômica e da inadimplência crescente do consumidor.

Assim, os primeiros três meses do ano passado formaram uma base elevada para qualquer comparação. Para ilustrar, a inadimplência das empresas no 1º bimestre 2009, em relação à igual período de 2008, cresceu 25%. Considerando o atual momento econômico - de vigoroso crescimento, de baixa inadimplência da pessoa física e de recuperação, mesmo que gradual, do crédito às empresas -, os menores indicadores de inadimplência fazem parte deste cenário.

A perspectiva para a inadimplência dos negócios é de continuidade das quedas por todo o 1º semestre. A atenção volta-se para a evolução do crédito às empresas, de forma a recompor a estrutura de capital e, sobretudo, o financiamento do giro para as médias, pequenas e micro empresas.

(Redação - Agência IN)