Mercado de cartões começa a migrar para chip

SÃO PAULO, 23 de março de 2010 - O Brasil é um dos países mais avançados na adoção do chip para cartões de crédito e débito no mundo, apesar disso, teve um prejuízo de pelo menos cerca de R$ 40 milhões durante o ano de 2009 com a clonagem e outros tipos de golpes de acordo com levantamento da empresa especializada em controle e prevenção a fraudes em meios eletrônicos de pagamento Horus.

Uma das explicações para isto é a manutenção das duas tecnologias no mesmo plástico. O sócio-diretor da Horus, Eduardo Daghum, explica que o chip possibilita a criptografia dos dados que ficam codificados de maneira inviolável e são decifrados somente com o uso de senhas. "No Brasil ainda não existe notícia de nenhum acesso indevido aos dados do cartão por meio da invasão dos chips. Mas, como os mesmos dados ficam disponíveis também para o uso da tarja magnética, é por lá que os fraudadores continuam conseguindo sucesso em suas ações", diz. Segundo ele o ideal seria deixar somente os chips nos cartões eliminando totalmente a existência da tarja.

Segundo a Horus, de janeiro a dezembro do ano passado foram registrados no Brasil total de 13.718 cartões clonados e 158 máquinas apreendidas por estarem adulteradas pelo equipamento de captura ilegal de dados (chupa cabras). O prejuízo causado ao sistema por todos estes casos juntos chegou a pelo menos R$ 39.153.899,00.

"A clonagem não coloca a vida do fraudador em risco. Ele se apóia na falta de atenção do usuário e, no caso de prisão, ainda resta ao acusado a falta de maior clareza para enquadramento do delito no código penal", afirma Daghum.

(Redação - Agência IN)