IPCA-15 desacelera para 0,55% em março deste ano

SÃO PAULO, 23 de março de 2010 - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou variação de 0,55% em março deste ano, ante 0,94% no mês anterior, segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o primeiro trimestre do ano (IPCA-E) situou-se em 2,02%, resultado superior ao de 1,14% verificado em igual período do ano anterior.

Considerando os últimos 12 meses, o índice ficou em 5,09%, também acima dos 12 meses imediatamente anteriores (4,63%). Em março de 2009 a taxa havia ficado em 0,11%.

De acordo com a pesquisa, a desaceleração no IPCA-15 de março se deve, principalmente, ao grupo Educação, "cujo efeito dos reajustes sazonais de início do ano ficaram concentrados em fevereiro", ressalta o IBGE. Em março, o grupo apresentou variação de 0,55%, enquanto em fevereiro atingiu 4,55%. "A taxa de 0,55% do mês reflete, basicamente, os reajustes ocorridos na região metropolitana de Fortaleza (5,77%)".

Também contribuíram para a desaceleração do índice as tarifas dos ônibus urbanos (de 3,84%, para 1,70%). Além disso, os combustíveis passaram de 1,94%, para -0,26% em março. O álcool combustível apresentou queda de 0,97% frente a alta de 8,86% do mês anterior, enquanto a gasolina, de 1,34% passou para -0,20%. Para não alimentícios, a taxa passou de 0,93%, em fevereiro, para 0,35% neste mês.

Já os alimentos subiram de 0,98%, para 1,22%, mantendo a trajetória de alta. Os preços chegaram a apresentar crescimento de 2,51% em Curitiba. Vários produtos passaram a custar mais, com destaque para o tomate (26,50%), açúcar refinado (10,26%), açúcar cristal (8,06%), hortaliças (7,67%), leite pasteurizado (5,27%) e frutas (3,40%).

Dentre os índices regionais, a maior taxa continuou com Belém (1,12%) tendo em vista, principalmente, a alta nas tarifas dos ônibus urbanos (6,32%) e de energia elétrica (3,01%). Goiânia (-0,19%), com o menor resultado, apresentou deflação.

Para o cálculo do IPCA-15, foram usados preços coletados entre 11 de fevereiro a 15 de março e comparados com aqueles vigentes de 15 de janeiro a 10 de fevereiro. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

(CSU - Agência IN)