Notícias opostas deixam bolsas sem direção única

SÃO PAULO, 22 de março de 2010 - As principais bolsas mundiais encerraram o pregão em direções opostas. A aprovação da reforma da saúde nos Estados Unidos, a situação da Grécia e as commodities, influenciaram a tendência mista no dia de hoje.

Diante disso, as bolsas norte-americanas fecharam em alta. Após abrirem em queda, Wall Street ganhou força com a valorização das ações das indústrias farmacêuticas. As empresas repercutiram o projeto de Barack Obama, de reformar o segmento de saúde. Além disso, a atividade industrial de Chicago recuou para - 0,64 ponto em fevereiro. O dado veio bom em relação ao mesmo período do ano passado, quando registrou - 2,48 pontos. Ao término das negociações, na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês), o índice Dow Jones Industrial Average teve crescimento de 0,41%, aos 10.785 pontos. O S&P 500 valorizou 0,51%, aos 1.165 pontos. Já na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq avançou 0,88%, aos 2.395 pontos.

Já na Europa, as praças acionárias terminaram sem direção definida. O Banco Central da Grécia disse hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) do país poderá ter retração de 2% em 2010. Outra questão que pesou também foi a possibilidade da China adotar medidas de restrição ao crédito. Ao final do pregão, o índice FTSE-100, de Londres, recuou 0,10%, aos 5.644 pontos. Por outro lado, o DAX, de Frankfurt, teve alta de 0,08%, aos 5.987 pontos e o CAC-40, de Paris, ganhou 0,07%, aos 3.928 pontos.

Na Argentina, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires fechou com valorização de 1,37%, aos 2.413 pontos.

Por aqui, o Ibovespa operou atrelado às bolsas norte-americanas e encerrou com leve ganho de 0,31%, aos 69.041 pontos, sustentado pela Blue Chip Vale. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 5,111 bilhões. No âmbito acionário, destaque para a OSX Brasil. As ações da petrolífera, que iniciaram hoje as negociações no Novo Mercado da BM&FBovespa, encerraram com perda de 12,05%.

Na renda fixa, as projeções de juros embutidas nos Certificados de Depósito Interfinanceiro (CDI) fecharam em alta. O DI com vencimento em janeiro de 2012, apontou taxa anual de 10,70%. No câmbio, a moeda norte-americana fechou em queda, vendida a R$1,80.

E nas commodities, o preço do barril do petróleo terminou com avanço no mercado internacional, seguindo a valorização das bolsas norte-americanas. O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em abril, teve avanço de 0,7%, cotado a US$ 81,25 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento em maio, valorizou 0,9%, para US$ 80,57 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)