Grécia e taxa de juros orientam bolsas europeias

SÃO PAULO, 22 de março de 2010 - O temor quanto a situação da Grécia e a possibilidade da China adotar medidas de restrição ao crédito fizeram os principais índices acionários europeus fecharem esta segunda-feira sem direção definida.

Ao final do pregão, o índice FTSE-100, de Londres, recuou 0,10%, aos 5.644 pontos. Por outro lado, o DAX, de Frankfurt, teve alta de 0,08%, aos 5.987 pontos e o CAC-40, de Paris, ganhou 0,07%, aos 3.928 pontos.

Na opinião de Pedro Galdi, analista da SLW Corretora, a crise grega ainda causa apreensão ao mercado. "A Grécia está com problemas desde o dia 20 de janeiro e isto vem afetando as operações do mercado europeu. Só que hoje tivemos a divulgação da informação que a próxima reunião dos países europeus não vai tratar o assunto e isto acabou sendo balde de água fria no mercado, que esperava por um pacote financeiro de ajuda até sexta-feira", explicou.

A chanceler alemã Angela Merkel, voltou a alertar hoje os investidores para que não esperem que a reunião da União Européia, essa semana, resulte em solução para a Grécia. Ela defende que a ajuda venha do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ganha apoio de outros países como Holanda, Finlândia, Reino Unido e Suécia. O grande opositor é a França. O assunto segue no foco já que George Papandreou, primeiro-ministro da Grécia, disse que vai ao FMI se a União Européia não ajudar.

Galdi, por outro lado, afirmou que o aumento da taxa de juros da Índia, ocorrida na última sexta-feira (19), pode ser a sinalização para que outros países emergentes adotem medidas semelhantes. "O aumento da taxa de juros indiana direciona as atenções do mercado para a situação da China, que poderá mexer em mecanismos ligados ao crédito e isto traz um ambiente de aversão ao risco, deixando o investidor preocupado", completou.

(Humberto Domiciano - Agência IN)