Dilma diz que ampliará meta de construção de moradias

SÃO PAULO, 22 de março de 2010 - A chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministra Dilma Rousseff, disse hoje que o próximo governo poderá construir até 2 milhões de moradias para a população de baixa renda.

Em discurso na abertura do 5º Fórum Urbano Mundial das Nações Unidas, a ministra defendeu a política habitacional do governo, voltada para os mais pobres, e disse que o programa Minha Casa, Minha Vida acabou com uma "ficção" existente no país: a crença de que o mercado daria conta de construir casas para a população de baixa renda.

Segundo Dilma, essa parcela da população, formada por pessoas que ganham até três salários mínimos, constitui 90% do déficit habitacional do País e não tem renda suficiente para sobreviver, comprar alimentos e produtos básicos e, ao mesmo tempo, pagar a prestação de uma casa ou apartamento.

A ministra destacou a decisão de se beneficiar essa parcela da população com auxílio direto, em vez de financiamento, e a meta de se construírem inicialmente 1 milhão de moradias. Ela disse acreditar que o próximo governo poderá ampliar a meta para 2 milhões de unidades.

A ministra apontou ainda o resgate da presença do Estado em áreas que vinham recebendo pouca atenção, principalmente comunidades pobres e favelas. De acordo com Dilma, esse foi um dos grandes desafios para o atual governo. "Nos últimos quatro anos, investimos em urbanização de favelas, construção de moradias para populações de baixa renda e saneamento básico algo em torno de US$ 144 bilhões".

O 5º Fórum Urbano Mundial das Nações Unidas, que reúne cerca de 20 mil pessoas, representando 161 países, vai até a próxima sexta-feira (26). As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)