Automóveis: importados ganham mercado

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - O emplacamento de carros importados cresceu 6,9% em fevereiro, com 5.422 veículos, ante os 5.073 de janeiro, informou sexta-feira a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). Em relação a fevereiro de 2009 quando o mercado ainda sentia os efeitos da crise mundial houve um salto de 170,8%. O resultado acumulado do primeiro bimestre mostra alta de 168,7%, com 10.495 unidades.

A Abeiva saltou de 2,52% em janeiro para 2,57% de participação em fevereiro no mercado total interno. E de 11,8% para 13,4% do mercado de importados , declarou o presidente da Abeiva, José Luiz Gandini, em nota.

Os dados referem-se às 22 marcas filiadas à Abeiva: Aston Martin, Audi, BMW, Chana, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Hafei Motor, JAC, Jaguar, Jeep, Jinbei, Kia Motors, Land Rover, Pagani, Porsche, Spyker, SsangYong, Suzuki e Volvo.

Já as vendas no atacado das importadoras para as concessionárias tiveram crescimento mais expressivo, de 18,7% em fevereiro em relação ao mês anterior, com 6.640 unidades comercializadas. Na comparação com fevereiro de 2009, a alta foi de 225,01%. No primeiro bimestre, o avanço foi de 212,7%, com 12.236 unidades.

Ainda assim, 2,57% de participação no mercado total interno é muito insignificante para as empresas sem fábricas no país. O responsável por esse limitador é a alta carga tributária sobre os veículos importados. Os 35% do imposto de importação foram e continuam sendo uma proteção à indústria nacional , criticou Gandini.

"O Brasil vai importar este ano cerca de 500 mil unidades, das quais a Abeiva vai representar pouco mais de 15%. O restante vem da Argentina e do México, com alíquota zero. Isso é muito injusto , analisa. A Abeiva projeta para 2010 vendas de 80 mil unidades.

Gandini, que também é presidente da Kia Motors, assume o comando da Abeiva pelo quarto mandato. Paulo Sérgio Kakinoff (presidente da Audi Brasil) será o vice-presidente da entidade.

Com agências