Em dia de agenda fraca, taxas dos DIs sobem

SÃO PAULO, 3 de março de 2010 - Na ausência de indicadores de inflação na agenda do dia, a curva de juros futuros passa por ajustes. Na BM&FBovespa o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2011 aponta juro anual de 10,46%, ante 10,44% do ajuste anterior, somando 82,6 mil contratos e giro de R$ 7,6 bilhões. Janeiro de 2012 projeta juro de 11,60%, contra 11,57% do ajuste da véspera. Este papel tinha 50,7 mil transações efetuadas e giro de R$ 4,1 bilhões.

Sem nenhum dado referencial doméstico sobre o comportamento da inflação, os agentes financeiros monitoram o ambiente externo. Segundo números levantados pela consultoria ADP em parceria com a entidade privada Macroeconomic Advisers, o setor privado dos Estados Unidos fechou 20 mil postos de trabalho em fevereiro de 2010 quando comparado com o mês anterior. O resultado veio em linha com as expectativas do mercado. O dado mostra que o pior da crise financeira já foi absorvida pelo mercado de trabalho, porém novas oportunidades de emprego segue ainda muito limitado devido à fragilidade da economia norte-americana. Os investidores aguardam ainda hoje o Livro Bege.

Entre os poucos destaques domésticos, estão a divulgação dos dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), revelando que as vendas da indústria automobilística cresceram 1,94% em fevereiro de 2010, na comparação com o mês anterior. Foram comercializadas 349.433 unidades, ante 342.795 de janeiro. Na comparação com o mesmo período do ano passado (312.115), o aumento foi de 11,96%.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)