Novos consórcios de veículos crescem 14,3% em 2009

SÃO PAULO, 2 de março de 2010 - O número de novos consorciados no segmento de veículos cresceu 14,3% nos 12 meses de 2009, partindo de 1,14 milhão de pessoas em 2008 para 1,670 milhão no ano passado, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

Os participantes ativos no período supracitado somou 3,18 milhões, avanço de 6,3% em comparação com os meses de janeiro a dezembro de 2008, quando registrou 2,99 milhões.

Por segmento, os veículos leves responderam por 42,2% das vendas de novas cotas, com registro de 473 mil novos contratos, recorde na comparação com o ano 2000. O ticket médio iniciou o ano passado em R$ 31,9 mil e terminou dezembro com crescimento de 12,8%, atingindo R$ 36 mil no último mês de 2009.

Com a alta de 2,6%, as contemplações acumularam nos 12 meses do ano passado 191,9 mil, enquanto nos mesmos meses de 2008, obitiveram 187 mil prêmios.

Já as motocicletas, tiveram expansão de 24,3% a mais que as 484,4 mil contemplações de 2008, somando 601,9 mil em 2009.

Os contratos de consórcios para os veículos pesados representam, na maioria dos casos, oportunidades para renovação da frota existente. Devido à crise financeira, ao longo dos 12 meses de 2009, o segmento apresentou comportamento distinto nos dois semestres.

De janeiro a junho, o crescimento foi lento e gradual, enquanto nos últimos seis meses, com a recuperação da economia, o número de contratos novos subiu significativamente. Mesmo assim, foi insuficiente para atingir as adesões de 2008. No total, as novas cotas de 2009 foram de 42,2 mil, queda de 25% que as 56,2 mil de janeiro a dezembro de 2008.

"A crise financeira afastou os consorciados nos primeiros seis meses por que, principalmente no quesito veículos pesados, os investimentos normalmente são para renovação de frotas e aquisição de tratores e outros implementos agrícolas. Mas no final do ano tivemos recuperação que pode reverter as perdas do começo do ano", afirma presidente executivo da ABAC, Paulo Roberto Rossi.

(Sérgio Vieira - Agência IN)