Ibovespa sobe com otimismo externo

SÃO PAULO, 1 de março de 2010 - O principal índice acionário da BM&Bovespa iniciou a primeira semana do mês com ganhos, refletindo a alta das commodities no mercado internacional. Além disso, notícias de que a Alemanha e a França chegaram a um acordo financeiro para ajudar a Grécia no valor de até US$ 41 bilhões dão suporte ao bom humor dos investidores mundo afora. Há pouco, o Ibovespa avançava 1,19%, aos 67.293 pontos. O giro financeiro da bolsa estava em R$ 2,321 bilhões.

Apesar das preocupações em relação ao fornecimento de cobre terem diminuído, após informações de que a produção da commodity nas minas Chilenas não foi afetada pelo terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o Chile neste sábado. O acontecimento continua a favorecer a cotação do cobre no mercado internacional.

Os preços do petróleo também avançam. Instantes atrás, o barril do tipo WTI, com vencimento em abril, avançava 0,9%, cotado a US$ 80,36 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, também com vencimento em abril, crescia 1,0%, negociado a US$ 78,21 no ICE Exchange de Londres.

A alta das commodities favorece o desempenho das blue chips, garantindo o comportamento positivo do Ibovespa. Há pouco, os papeis preferenciais da Petrobras avançavam 0,54%, os preferenciais da Gerdau ganhavam 2,91% e os da Vale (PNA) cresciam 0,44%.

Já as ações preferenciais do Banco Pine recuavam (-0,28%). Hoje a instituição financeira anunciou ter reportado lucro líquido de R$ 21,148 milhões no quarto trimestre do ano passado, com acréscimo de 6% quando comparado com o mesmo período de 2008.

Com a agenda interna sem notícias relevantes, os agentes acompanharam ainda a divulgação de indicadores norte-americanos. O índice que mede os gastos dos consumidores (PCE, na sigla em inglês) avançou 0,5% (ou US$ 52,4 bilhões) em janeiro deste ano, ante o mês anterior. O dado veio melhor do que o previsto pelo mercado. Já a renda dos consumidores apresentou alta de 0,1% (ou US$ 11,4 bilhões), na mesma base de comparação. O resultado ficou abaixo dos 0,4% previstos por analistas.

No mesmo sentido, os gastos com construção nos Estados Unidos tiveram retração de 1,2% em dezembro de 2009, ante o mês anterior. Economistas estimavam queda em torno de 0,5%.

(Carina Urbanin - Agência IN)