Brasil deve ficar livre de aftosa após vacinação em 2010

SÃO PAULO, 1 de março de 2010 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou hoje que o Brasil vai se tornar, ainda neste ano, livre de aftosa com vacinação. Segundo ele, isso já é um grande passo. E o estado do Paraná deverá ser o segundo estado brasileiro a suspender as campanhas de vacinação contra a febre aftosa - o primeiro foi Santa Catarina.

"A condição de ser livre sem vacinação se deve a uma longa caminhada de preparação sanitária e também ao fato de o estado estar há 15 anos sem registro de focos da doença", observou o ministro. Os focos de febre aftosa ocorridos no estado em 2005 teriam sido provenientes de vírus de Mato Grosso do Sul, estado com o qual o Paraná faz divisa.

Stephanes destacou que os trabalhos de vacinação e os cuidados com a fronteira têm sido "excelentes", principalmente no que diz respeito ao Paraguai. Ele disse, porém, que, nas regiões de fronteira, a situação sempre é mais complicada. As áreas de fronteira de Mato Grosso do Sul e do Rio Grande do Sul obedecem a normas específicas da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). A vacinação nesses locais deve sempre ser assistida pelo estado e em condições reforçadas, advertiu Stephanes.

O secretário de Agricultura do Paraná, Valter Bianchini, apontou ainda entre os fatores que contribuíram para esse resultado a construção de uma aliança com o setor privado nos últimos anos, que resultou na criação do Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária e, posteriormente, na criação do Conselho Estadual da Sanidade Agropecuária (Conesa). Hoje, o Conesa votou por unanimidade a aprovação do documento que o secretário entregou ao ministro pedindo a suspensão das campanhas de vacinação.

Bianchini lembrou que, com a parceria com o governo federal, foi possível investir mais de R$ 17 milhões na modernização da infraestrutura das unidades locais de sanidade animal e vegetal e também nos postos de fiscalização nas divisas interestaduais.

De acordo com Bianchini, a expectativa é que o mercado internacional passe a valorizar a carne bovina do Paraná, principalmente nessa época em que importantes países consumidores, como a Rússia e os integrantes da União Europeia, começam a programar as compras de carne para 2011. No ano passado, o Paraná exportou o equivalente a US$ 4,2 bilhões em carne bovina, US$ 1,22 bilhão em carne suína e US$ 5,3 bilhões em carne de frango.

Os produtores paranaenses deixarão de gastar cerca de R$ 30 milhões por ano com a compra de vacinas, que passarão a ser proibidas no estado. As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)