No último dia do mês DIs fecham em leve alta no curto prazo

SÃO PAULO, 26 de fevereiro de 2010 - No último dia de negócios de fevereiro os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) mostram poucas oscilações. Na BM&FBovespa, os contratos de curto prazo apontaram leve alta. O DI com vencimento em abril de 2010, o mais líquido, projetou taxa anual de 8,76% no fechamento, ante 8,75% da ajuste da véspera.

Analistas comentam que num dia de agenda doméstica fraca, os agentes financeiros seguiram avaliando à decisão do Banco Central (BC) de retirar da economia R$ 71 bilhões por meio da elevação dos compulsórios bancários.

Nas mesas de operações as opiniões continuam divididas. Há quem diga que a medida pode diminuir a necessidade do Comitê de Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a taxa básica de juros (Selic) já na reunião marcada em março e por outro lado, analistas reforçam a ideia de que a autoridade monetária terá que agir nesta reunião decorrente da inflação que segue pressionada.

Hoje os agentes monitoraram o resultado do Índice de Confiança da Indústria (ICI) que avançou 1,9% em fevereiro deste ano, ao passar de 113,6 pontos em janeiro, para 115,8 pontos em fevereiro, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Este foi o maior nível desde dezembro de 2007 e representa a 13º alta consecutiva.

No front externo, as atenções estiveram voltadas para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano que surpreendeu, sendo revisado de 5,7% para 5,9% no quarto trimestre de 2009, na taxa anualizada.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)