Israel reage a enriquecimento de urânio pelo Irã

SÃO PAULO, 23 de fevereiro de 2010 - O Estado de Israel não vai aceitar o projeto de enriquecimento de urânio desenvolvido pelo Irã e está preocupado com os anúncios sobre o programa nuclear iraniano, feitos recentemente pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad.

As declarações foram feitas pelo vice-diretor geral do Ministério de Relações Exteriores de Israel, Rafael Barak, que está em visita ao Brasil. De acordo com ele, "por enquanto, esta não é uma confrontação entre o Irã e Israel, mas sim entre o Irã e o mundo".

"A comunidade internacional já demonstrou que não vai aceitar isso [o programa nuclear iraniano] e vamos brigar ao lado das Nações Unidas contra isso também", disse o vice-diretor do Ministério de Relações Exteriores israelense.

Segundo Barak, o regime iraniano tem um "coquetel" de pontos negativos. Entre as questões problemáticas na relação com o país persa estão os direitos humanos, o programa nuclear, a construção de mísseis que podem atingir a Europa e o fomento ao terrorismo. "É um líder que diz que gostaria que Israel sumisse do mapa e nega o Holocausto. Isso é muito sério para nós", afirmou Barak sobre Ahmadinejad.

Ele também comentou a aproximação entre o Brasil e o Irã. Disse que isso não causou mal-estar nos israelenses. "Acreditamos nas boas intenções do governo brasileiro". Essas boas intenções, assinalou, se refletem no diálogo que o Brasil tenta promover na Palestina e em outros pontos do Oriente Médio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promove o diálogo, na opinião de Barak, e é uma força para distensão na região.

Barak afirmou ainda que o governo de Israel é favorável à criação do Estado Palestino, mas que está tentando tornar a sociedade palestina mais forte do ponto de vista econômico e de segurança. "Isso é importante para eles e para nós", completou o diplomata. As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)