Obama apresenta nova versão de reforma da saúde

SÃO PAULO, 22 de fevereiro de 2010 - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentou nesta segunda-feira uma nova versão de seu plano para a reforma da saúde, de modo a permitir que outros "31 milhões de norte-americanos" tenham acesso à cobertura médica, entre outras mudanças.

A publicação da nova versão do plano, no site da Casa Branca, acontece quatro dias antes da "cúpula" para a qual Obama convidou parlamentares democratas e republicanos com o objetivo de avançar esta questão emblemática de seu governo.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, desafiou os republicanos a introduzir suas próprias ideias para a reunião de quinta-feira.

"Esperamos que os republicanos expressem suas ideias, pode ser em seu site ou até nós as publicaríamos com prazer em nosso, para que o povo norte-americano encontre em um site os parâmetros do que será discutido na quinta-feira".

Cada uma das câmaras do Congresso aprovou uma versão diferente do projeto de reforma no fim de 2009, após uma primeira leitura. No entanto, o necessário processo de fusão dos dois textos foi interrompido pela recente perda da maioria democrata no Senado, permitindo à oposição republicana bloquear indefinidamente a aprovação de qualquer projeto.

Diante da falta de apoio dos republicanos, que querem retomar as negociações do zero, Obama prometeu apresentar uma nova versão da reforma da saúde que, segundo a Casa Branca, "aproxima os projetos de lei da Câmara Baixa e do Senado", incluindo "novas medidas para reduzir o desperdício, a fraude e os abusos".

Além disso, o plano prevê "reduzir o déficit em US$ 100 bilhões nos próximos anos", e em dez vezes mais durante a década seguinte, "reduzindo os gastos governamentais supérfluos" na saúde.

Neste sentido, o projeto criaria "uma autoridade federal para os bônus de saúde", encarregada de ajudar os estados a "analisar os aumentos exagerados dos bônus e outras práticas desleais", das companhias de seguros de saúde.

Com este fim, o plano do presidente exige que estas empresas acabem com as "práticas discriminatórias", como recusar-se a dar cobertura a pessoas que tenham problemas de saúde prévios ao contrato de seguro.

Obama chamou os republicanos a "colocar sobre a mesa" suas próprias ideias sobre a reforma da saúde. "Se me mostrarem que podem (...) proteger as pessoas dos problemas dos seguros de saúde, controlar os custos e dar cobertura às pessoas que não têm cobertura, e fazê-lo de maneira mais barata, por que não faríamos?", disse o presidente.

(Redação com agências internacionais - Agência IN)