Após três pregões, dólar volta a subir

SÃO PAULO, 22 de fevereiro de 2010 - Após cair nos últimos três pregões e romper o piso psicológico de R$ 1,80 no começo do dia, o dólar voltou a subir com os investidores mais cautelosos. A moeda norte-americana encerrou em alta de 0,22%, vendida a R$ 1,809.

O mercado de câmbio, assim como os demais ativos domésticos, operaram de lado nesta segunda-feira, atrelados aos índices acionários norte-americanos. Sem importantes divulgações, os investidores digeriram indicadores econômicos dos EUA, que vieram em direções opostas, além de balanços corporativos.

Por lá, o índice que mede a atividade de Chicago (CFNAI, na sigla em inglês) avançou 0,02 ponto em janeiro, acima do consenso. No entanto, a atividade manufatureira do Texas registrou retração em fevereiro, após meses consecutivos de melhorias. O indicador marcou 2,3 pontos ante os 7,4 pontos de janeiro.

Internamente, destaque para o boletim Focus e os dados semanais da balança comercial. As projeções para o desempenho da economia brasileira neste ano teve leve melhora na última semana. De acordo com o Focus, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 passou para 5,50%, ao passo que as apostas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano saltaram de 4,80% para 4,86%. Já as estimativas para a taxa de câmbio foram finalizadas em R$ 1,80, mesma da semana passada.

Do lado do comércio, o saldo comercial ficou superavitário em US$ 216 milhões na terceira semana do mês. O resultado é decorrente da diferença entre US$ 2,179 bilhões em exportações menos US$ 1,963 bilhão em importações. No período, a corrente de comércio somou US$ 4,142 bilhões.

Na visão de Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK, agenda intensa da semana deve manter volatilidade dos mercados, mas o viés levemente positivo deve predominar. Segundo Miriam, o bom desempenho da indústria e de outros indicadores de atividade nos EUA deve ser a tônica desta última semana de fevereiro. "Apesar de as perspectivas não serem boas para os dados de confiança do consumidor, que costumam ter impacto relevante nos mercados, os números para o mercado imobiliário e para o setor industrial devem continuar positivos, contribuindo para o bom desempenho das bolsas e das commodities", avalia.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)