A queda foi provocada, principalmente, pelo item taxa de Câmbio (73,3 pontos; -27,8%) que voltou ao patamar de pessimismo em janeiro. Segundo a assessoria econômica da Fecomercio, a moeda nacional valorizada foi considerada inadequada pelos economistas.
Dados de inflação já apontam maior pressão de preços para este início de ano, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) que, em janeiro, registrou alta de 0,52% contra 0,38% em dezembro, puxado principalmente por alimentos, tarifas de ônibus e combustíveis. Os economistas avaliam este item de forma pessimista tanto no presente (72,3 pontos) e de forma mais negativa quanto para daqui a 12 meses (65,9 pontos).
Na avaliação dos economistas da Fecomercio, as quedas nos itens nível de atividade interna - PIB (173 pontos; -3,5%), Cenário Internacional (158,4 pontos; -2,2%) e Nível de Emprego (135,1 pontos; -5,1%) podem ser consideradas normais ou como um realinhamento do otimismo, uma vez que havia uma euforia no final do ano passado e que pode ter gerado sentimento de um cenário melhor do que efetivamente ocorre.
Os itens que permaneceram no patamar de otimismo (acima dos 100 pontos), são: Salários Reais (122,5 pontos; +7,8%) e Oferta de Crédito ao Consumidor (127,5 pontos; +2,7%). Este último vem crescendo sistematicamente a sua avaliação tanto em relação à percepção atual (120,5 pontos) quanto na avaliação futura (134,5). "O Banco Central no seu boletim mensal apresentou aumento nas concessões e no volume de crédito e, em dezembro, apontou para a pessoa física a menor taxa de juro desde 1994, o que gera maior otimismo dos economistas".
A assessoria da Fecomercio acredita que, se a pressão dos indicadores inflacionários continuar, juntamente ao aumento dos gastos públicos e a expectativa de mercado de aumento da taxa básica de juros, a tendência do ISE pode continuar negativa e apontando uma nova queda para fevereiro.
(Redação - Agência IN)