Sony amarga prejuízo em 2009

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - A Sony Ericsson, que continua perdendo espaço para as concorrentes, anunciou sexta-feira um prejuízo líquido de 167 milhões de euros no quarto trimestre do ano passado. No mesmo período de 2008, a companhia já havia acumulado perdas de 187 milhões de euros. O prejuízo operacional ajustado, excluindo as despesas não recorrentes, caiu para 40 milhões de euros, de 133 milhões de euros registrados no período anterior. McDonald's e General Electric também divulgaram seus resultados de 2009. Somente a rede de festfood obteve lucro.

A associação entre a Sony do Japão e a Ericsson da Suécia registrou declínio de 40% nas vendas de aparelhos celulares, que somaram 1,8 bilhão de euros. Com o resultado, a empresa perdeu mercado: o marketshare ficou em 5% no quarto trimestre, três pontos percentuais a menos que os 8% registrados no mesmo período de 2008.

Em todo o ano de 2009, o grupo acumulou prejuízo líquido de 836 milhões de euros, perdas bem maiores que as registradas em 2008: 73 milhões de euros. A receita da empresa marcou 6,8 bilhões de euros no ano passado, um recuo de 40% em bases anuais de comparação.

Diante da crise e da forte competição que o grupo enfrenta no mercado internacional, a Sony Ericsson apresentasse ao mercado um programa de reestruturação em meados de 2008, que incluiu a demissão 2,5 mil funcionários até o fim do ano passado. O objetivo era reduzir as despesas operacionais em 880 milhões de euros.

Grande parte dos benefícios da medida, no entanto, ainda não foi sentida nos resultados. A companhia espera que sejam registrados apenas durante o segundo semestre deste ano.

Vamos continuar com o foco de retornar a empresa à lucratividade, por estabelecer a Sony Ericsson como uma marca baseada em entretenimento da comunicação afirmou em nota o presidente da companhia Bert Nordberg, enfatizando seus planos da fabricação de um celular que use o sistema operacional do Google, o Android.

A Sony Ericsson estima que o mercado global de celulares tenha obtido resultados similares no quarto trimestre do ano passado em comparação ao mesmo período de 2008. Para todo o ano de 2009, a empresa prevê uma queda de 8% em termos de volume de vendas do mercado, para 1,1 bilhão de unidades.

Para 2010, a Sony Ericsson projeta um leve crescimento no mercado global de aparelhos celulares. Para nós, 2010 será um ano difícil, já que os benefícios completos dos cortes nos gastos não vão impactar nossos resultados até a segunda metade do ano, mas estamos confiantes que nosso negócio está no caminho certo , ressaltou o executivo.

Fastfood em alta

O ano passado foi melhor para a gigante americana de fast food McDonald's. A empresa registrou lucro líquido de US$ 1,216 bilhão no quarto trimestre de 2009, um aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números, divulgados sexta-feira, superaram as previsões de analistas do mercado.

As vendas internacionais compensaram a redução dos negócios nos Estados Unidos e foram as responsáveis pelo bom resultado da companhia. As receitas totais, que incluem as vendas de produtos e também os royalties pagos pelos franqueados, teve alta de 7% entre outubro e dezembro, em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 5,97 bilhões.

Queda mais leve

A gigante americana General Electric viu seu lucro líquido cair no quarto trimestre de 2009. Os resultados, no entanto, vieram acima das expectativas de analistas. A receita diminuiu 10% em comparação a 2008, para US$ 41,4 bilhões. Analistas de Wall Street, contudo, esperavam ganhos por ação em torno de US$ 0,26 e receita por volta de US$ 40 bilhões. O resultado do trimestre inclui benefícios tributários originados por uma menor taxação da indústria.

Em todo o ano de 2009 o lucro das operações continuadas da companhia somou US$ 11,2 bilhões, uma queda de 18% perante os US$ 18,1 bilhões de 2008. Incluindo os efeitos de operações descontinuadas, o lucro líquido atribuído à GE foi de US$ 11 bilhões. A receita total do ano caiu 14%, para US$ 156,8 bilhões, influenciada pela baixa de 24% no faturamento da GE Capital.