Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 variou 0,52% em janeiro

JB Online

RIO - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve variação de 0,52% em janeiro, superior à taxa de 0,38% de dezembro. Considerando os últimos 12 meses, o índice situa-se em 4,31%, também acima dos 12 meses anteriores (4,18%). Em janeiro de 2009 a taxa havia ficado em 0,40%.

A aceleração do IPCA-15 de janeiro ficou concentrada em itens de impacto no orçamento do consumidor, entre eles as tarifas de ônibus urbanos. Com peso de 3,73% no cálculo do índice e 1,46% de aumento, elas foram responsáveis pelo maior impacto individual no mês: 0,05 ponto percentual. Os ônibus urbanos registraram aumento de 5,65% na região metropolitana de São Paulo, refletindo parte do reajuste de 17,40%, em vigor a partir de 4 de janeiro.

O consumidor passou a pagar mais também pelos ônibus interestaduais, cuja alta das tarifas foi de 2,42%, e também pelos ônibus intermunicipais (1,49%). Além dos ônibus, o álcool combustível, em período de menor oferta, apresentou aumento de 5,42% em seus preços, levando a gasolina a ficar 0,63% mais cara em janeiro. Assim, os produtos não alimentícios registraram uma variação de 0,44% em janeiro, igual à de dezembro de 2009.

Os produtos alimentícios acrescentam-se às pressões positivas do IPCA-15, passando de uma taxa de 0,17% em dezembro do ano passado para 0,81% em janeiro. Foram fortes os aumentos verificados nos produtos in natura, sensíveis a problemas climáticos. A alta das hortaliças chegou a 12,40%, enquanto os pescados aumentaram 3,66%. Outros produtos foram destaque, a exemplo do frango (1,45%), das carnes (1,58%) e das frutas (1,24%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 12 de dezembro de 2009 a 14 de janeiro de 2010 e comparados com aqueles vigentes de 14 de novembro a 11 de dezembro de 2009. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços.