Gás seguirá dominando agenda entre Brasil e Bolívia, diz Lula

SÃO PAULO, 22 de janeiro de 2010 - O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, considerou que o gás natural que o País compra da Bolívia seguirá dominando a agenda bilateral e defendeu o "aprofundamento da aliança estratégica" estabelecida em 2007 com seu colega Evo Morales, informou a imprensa boliviana nesta sexta-feira.

Lula confirmou também o interesse de seu país em "desenvolver a cooperação que inclua transferência de tecnologia" para a exploração de lítio, "com agregação de valor e atração de investimentos significativos", segundo disse ao jornal La Prensa, entrevistado em Brasília.

O presidente brasileiro é um dos grandes ausentes na posse de Morales nesta sexta-feira para um segundo mandato. "O gás seguramente continuará a ter um papel central na agenda bilateral, contribuindo para que o Brasil continue sendo o principal sócio comercial e investidor na Bolívia", acrescentou Lula.

No entanto, "as relações bilaterais são tão extensas e diversas quanto nossa extensa fronteira comum" de 3.133 km. Por esse motivo, "temos que avançar em programas de cooperação na agenda social, de defesa, educacional, comercial, agrícola, energética e de integração física", disse.

Para amenizar a suspensão da Lei de Preferências Alfandegárias Andinas (ATPDEA) dos Estados Unidos para a Bolívia, em 2009, o Brasil assinou "um protocolo que concede preferências alfandegárias de US$ 21 milhões em exportações bolivianas por ano, de 48 produtos têxteis selecionados", revelou.

O Brasil é o principal mercado para p gás boliviano com uma médio de 24 milhões de metros cúbicos anuais, até 2019, segundo La Prensa. No plano político, Lula considerou que, com Morales, "a Bolívia tem um papel crucial no processo de integração sul-americana".

(Redação com agências internacionais - Agência IN)