Cautela orienta negócios e puxa alta do dólar

SÃO PAULO, 19 de janeiro de 2010 - Os mercados mundo afora operam com cautela nesta terça-feira, em meio à sinalização de que a China buscará conter ainda mais a expansão do crédito. Somam-se as preocupações com a dívida da Grécia, a expectativa com a safra de balanços nos Estados Unidos, pedido de concordata da Japan Airlines (JAL) e a queda na confiança do consumidor no Japão em dezembro. "Tudo isso impõe um viés negativo aos mercados no curto prazo", destaca um operador. No fim da manhã, o dólar avançou a R$ 1,775.

Entre os balanços, o Citigroup reportou prejuízo líquido de US$ 7,57 bilhões (US$ 0,33 por ação) no quarto trimestre de 2009, ante uma perda de US$ 17,26 bilhões (US$ 3,40 por ação) observada no mesmo período do ano anterior.

Na Ásia, a informação de que o Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país) elevou novamente o juro dos títulos de um ano para 1,926%, o mais alto em 14 meses, depois de já ter alterado o yield para 1,8434% na semana passada, permeia o ambiente de negócios de cautela nesta terça. Os investidores estão na expectativa pelos indicadores econômicos que a China anunciará na quinta-feira, entre eles o PIB, a produção industrial e as vendas do varejo.

Neste cenário, as declarações do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao estão suavizando um pouco as reações dos mercados. Wen afirmou que seu governo pretende manter a oferta monetária e de crédito "razoável e ampla" no primeiro trimestre e sinalizou que não deverá adotar nenhuma medida drástica de aperto antes que a economia doméstica recupere-se mais.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)