Sem EUA, Ibovespa recupera perdas da semana passada

SÃO PAULO, 18 de janeiro de 2010 - Na ausência do pregão norte-americano, em função do feriado de Martin Luther King Jr., a bolsa brasileira opera com ganhos, influenciada pela valorização das commodities. Há pouco, o Ibovespa subia 0,59%, aos 69.387 pontos. O giro financeiro da bolsa estava em R$ 6,421 bilhões. Com a sessão vazia de indicadores, o vencimento de opções ganha destaque.

O desempenho dos preços das matérias-primas no mercado internacional ajuda a manter o Índice Bovespa em terreno positivo. Dentre elas, vale ressaltar o comportamento do petróleo. Há pouco, o barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em fevereiro, crescia 0,9%, cotado a US$ 78,68 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês).

Diante disso, as ações preferenciais da Petrobras operam entre as mais negociadas do índice, com crescimento de 0,87%, vendidas a R$ 36,06. Na mesma direção, os papéis preferenciais da Vale também estão no mesmo nível, com alta de 0,30%, a R$ 46,28, repercutindo, segundo analistas, especulações de que a mineradora vai elevar sua participação no mercado.

Ainda internamente, os agentes acompanharam os números do boletim Focus. Segundo o documento, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 passou de 5,20%, para 5,30%. Já a projeção para a taxa básica de juros (Selic) deste ano subiu para 11,25%.

No cenário externo, de acordo com operadores do mercado de renda variável, como hoje os índices de Wall Street não estão operando, isso vai permitir que outras praças recuperem os ganhos em meio à realização de lucros observada na semana passada.

Por conta do feriado, as atenções se voltam para o velho continente. O segmento de fusões e aquisições está movimentando a sessão. Segundo o Financial Times, a Kraft Foods está planejando aumentar o valor da proposta oferecida para a Cadbury de 10,5 bilhões de libras para 800 centavos de libra por ação, valorizando a negociação inicial que foi rejeitada pelos acionistas da Cadbury por acharem muito pequena diante do real valor da empresa.

(Redação - Agência IN)