Mercado brasileiro de ERP cresce 17% em 2009

SÃO PAULO, 18 de janeiro de 2010 - A crise econômica teve impactos menores do que os esperados nas vendas de sistemas de gestão no Brasil em 2009, indica o estudo Latin America Semiannual ERP Tracker da IDC, líder em inteligência de mercado, consultoria e eventos para as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicaçõe.

A pesquisa aponta que o mercado de ERP movimentou mais de 1,1 bihão de reais em licenças no primeiro semestre de 2009, em comparação com os 923,6 milhões de reais do mesmo período em 2008. A estimativa para todo o ano de 2009 é de que as empresas brasileiras tenham investido mais de 2,5 bilhões de reais em sistemas de ERP- um crescimento de 17% em comparação a 2008.

"Ao analisar os números relativos ao primeiro semestre de 2009, constatamos uma adoção significativa de sistemas de ERP mesmo durante a crise econômica. Muitas empresas mantiveram seus investimentos porque estavam crescendo e precisavam de ferramentas de TI que suportassem esse crescimento, como soluções para faturamento, emissão de notas fiscais e pontos de venda", comenta Mariana Zamoszczyk, analista sênior de Applications Software da IDC Latin America.

O estudo sobre o mercado de ERP abrange soluções de CRM (Customer Relationship Management), ERM (Enterprise Resource Management), SCM (Supply Chain Management) e O&M (Operation and Manufacturing Applications). Os mercados verticais que mais se destacaram na primeira metade de 2009 foram Serviços (16,53%) e Comércio (13,11%), atrás somente do setor de manufatura, tradicionalmente o mais forte, que teve uma participação de 43,46% nas vendas de ERP no período.

De acordo com a analista do IDC, o mercado brasileiro de ERP é maduro no segmento de grandes corporações e tem um grande potencial no espaço de médias e pequenas empresas. A projeção é de um crescimento de 8,39% ao ano até 2013. Na América Latina, o Brasil já responde por aproximadamente 50% das vendas de licenças de sistemas de ERP, uma participação muito significativa considerando que o México corresponde a 23% e a Argentina, a 7%, sendo que os 20% restantes são divididos entre os demais países da região.

(Redação - Agência IN)