Geração de emprego é um dos desafios do presidente do Chile

SÃO PAULO, 18 de janeiro de 2010 - Em 11 de março, o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñeira (Alianza), de centro-direita, assume o cargo. Pela frente, ele tem vários desafios, a começar por manter o país sem dívida externa e credor líquido, legado da presidente Michelle Bachelet. Piñeira terá de utilizar sua experiência como empresário para administrar a maior reserva mundial de cobre, uma vez que o Chile detém 40% da produção.

A vitória de Piñeira ocorreu em meio à eleição mais disputada do Chile. Ele venceu com 51,8% contra 48,1% do candidato governista, o ex-presidente Eduardo Frei Ruiz (Concertación).

O discurso dele se baseou em propostas de mudança e renovação, além do estímulo à geração de empregos. Sua equipe reconhece que ele terá de dar continuidade aos avanços sociais implementados por Bachelet, como as conquistas de direitos previdenciários e trabalhistas.

Para administrar o país, Piñeira terá cerca de US$ 46,5 bilhões. Como no Brasil, a aplicação desses recursos deve ocorrer em acordo com o Congresso. Com isso, ele deve manter uma relação amistosa com o Congresso Nacional, mas analistas afirmam que isso se dará com dificuldades, uma vez que o resultado das eleições foi bastante apertado.

Se a tendência dos governos anteriores for mantida, o governo será alvo de crítica dos congressistas que o acusarão de conduzir determinadas propostas aprovadas. Na gestão de Bachelet foram aprovados 316 projetos de lei, dos quais 201 foram encaminhados pelo Executivo e apenas 115 pelo Legislativo.

Independentemente da polêmica com o Congresso, Bachelet quer deixar o governo com vários registros positivos. Ela marcou o dia 8 de março - Dia Internacional da Mulher - como a data-símbolo de encerramento de seu governo.

Até março, a presidente vai inaugurar a conclusão das obras de reforma do Estádio Nacional - onde foi realizada a Copa do Mundo de 1962, quando o Brasil se sagrou campeão mundial - e viajar a países vizinhos - Argentina, Colômbia e Uruguai.

Nos seis anos de governo, Bachelet tentou consolidar externamente a imagem do Chile e ampliar oportunidades de comércio. O Brasil é um dos principais parceiros dos chilenos, ocupando o oitavo lugar geral e o primeiro na América Latina. As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)