Empréstimo pessoal aponta estabilidade na taxa

SÃO PAULO, 18 de janeiro de 2010 - A pesquisa de taxas de juros de empréstimo pessoal e cheque especial efetuada pelo Procon-SP, órgão vinculado a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, em 11 de janeiro, detectou uma variação de 0,01 ponto percentual na taxa média de juros do cheque especial em comparação ao mês de dezembro. Não houve nenhuma alteração na taxa média do empréstimo pessoal.

Segundo o levantamento a taxa média para empréstimo pessoal dos bancos pesquisados manteve-se em 5,17% ao mês. No cheque especial a taxa média dos bancos pesquisados foi de 8,79% ao mês, superior a do mês anterior, que foi de 8,78% ao mês.

A única alteração na taxa de cheque especial foi promovida pela Caixa Econômica Federal que alterou sua taxa de 6,72% para 6,75% ao mês.

Neste mês, a pesquisa, que envolveu dez instituições financeiras (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco), confirmou mais uma vez a posição de cautela adotada pelos bancos em relação aos juros.

As taxas praticamente não se alteraram, sendo que a modalidade empréstimo pessoal apresenta a mesma taxa média pelo terceiro mês consecutivo. No cheque especial, a taxa média mensal registrava 8,79% há quatro meses consecutivos (de agosto a novembro de 2009); em dezembro caiu em 0,01 ponto percentual, retornando ao patamar anterior neste mês, por ação de um único banco da amostra. Comparando-se as taxas médias de janeiro do ano passado com as de janeiro deste ano, temos uma queda de 0,84 ponto percentual na modalidade empréstimo pessoal e de 0,46 ponto percentual na modalidade cheque especial.

Os técnicos do Procon-SP avaliam que nesta época do ano, em que o bolso do consumidor está tão comprometido com impostos, taxas, matrículas e despesas com material escolar, as compras por impulso e a contratação de empréstimos desnecessários podem desequilibrar seriamente o orçamento. O consumidor deve priorizar o pagamento de dívidas; procurar modalidades de crédito mais baratas e, se possível, utilizar o cheque especial somente em situações emergenciais e de curto prazo, já que é uma das formas de crédito mais caras do mercado.

(MLC - Agência IN)