Economia japonesa tem tímida recuperação, avalia BOJ

SÃO PAULO, 18 de janeiro de 2010 - Cinco regiões do Japão (Hokkaido, Tohoku, Hokuriku, Chugoku e Shikoku) continuam relatando lenta recuperação econômica devido ao desemprego e à baixa produção industrial, em comparação com a avaliação de outubro de 2009. As informações fazem parte da edição trimestral do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

No entanto, quatro regiões se destacaram (Kanto-Koshinetsu, Tokai, Kinki, e Kyushu-Okinawa) e apresentaram economia ascendente. Apesar de todas as regiões apontarem aumento nas vendas de eletrodomésticos e automóveis - devido aos efeitos da política governamental de incentivos fiscais - o consumo privado como um todo permaneceu fraco em sete das nove regiões (Hokkaido, Tohoku, Hokuriku, Kanto-Koshinetsu, Kinki, Shikoku, e Kyushu-Okinawa). Enquanto isso, Tokai e Chugoku relataram consumo privado elevado.

Além do consumo de bens duráveis, todas as regiões informaram que a tendência de queda nas vendas em grandes lojas de varejo, como lojas de departamento, continua.

No turismo, quatro regiões (Hokkaido, Tohoku, Kanto-Koshinetsu, e Kyushu-Okinawa) tiveram declínio no número visitantes, enquanto Shikoku (sul da ilha e famosa pelo turismo praiano) informou que o número tinha aumentado de forma constante.

Negócios e investimentos fixos diminuíram substancialmente ou permaneceram em um nível baixo em todas as regiões, refletindo principalmente a deterioração dos lucros das empresas.

Quanto a papel e celulose, três regiões (Hokkaido, Tohoku, e Shikoku) apresentaram drásticos cortes de produção de pelo menos 23%, uma vez que a demanda continua fraca.

O BOJ "reconhece que é extremamente importante para a economia japonesa controlar a deflação e voltar a um ritmo de crescimento sustentável sob a estabilidade dos preços", disse o presidente da instituição, Masaaki Shirakawa.

(SV - Agência IN)