Curva de DI se ajusta para baixo após três dias

SÃO PAULO, 7 de janeiro de 2010 - Após três dias de ajustes para baixo, as projeções dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) voltam a acumular prêmios de risco na BM&FBovespa nesta manhã, influenciado pela piora de humor externo. Há pouco, o DI mais líquido para janeiro de 2010 projetava taxa anual de 10,34%, contra 10,33% do ajuste. O DI para janeiro de 2012 passava de 11,72% para 11,75%.

Segundo operadores de renda fixa, o juro já abriu pressionado pelas implicações da decisão do Banco Central da China de começar a ajustar a liquidez com o intuito de conter pressões inflacionárias. O BC chinês vendeu notas de três meses a uma taxa de juros mais alta pela primeira vez em 19 semanas, após informar que seu foco em 2010 será conter a expansão recorde de empréstimos e conter os aumentos de preços no futuro. "O anúncio ocorre em um momento de condições climáticas extremamente adversas na China, o que pode, caso a situação perdure, elevar preços de algumas commodities", destaca Armando Luppi Vanni, operador da Incentivo DTVM.

As atenções também recaem para os números da Anfavea, que divulga os resultados do mês de dezembro e do fechamento de 2009 sobre a produção de veículos. Segundo analistas, apesar de os juros futuros estarem agora precificando uma alta menor da Selic em março, de 0,35 ponto percentual (contra alta de 0,50 pp antes), a curva do DI continua embutindo a perspectiva de elevação de meio ponto nas demais reuniões de 2010.

Na gestão da dívida pública, os investidores acompanham o leilão tradicional de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F).

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)