Quase metade das indústrias pretende ampliar investimentos em 2010

JB Online

RIO - A parcela das indústrias que programam ampliar investimentos em 2010 é de 48%, enquanto 17% pretendem diminuí-los, segundo dados fornecidos pela estimativa divulgada nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Foram consultadas 762 empresas, com vendas totais de R$ 459,9 bilhões em 2008, entre os dias 12 de

outubro e 30 de novembro, a respeito de três temas: investimento, faturamento e emprego.

A elevação mais acentuada ocorre em bens duráveis de consumo, cujo percentual de aumento é o maior da série, 58%. O aumento de renda, a prorrogação da redução do IPI em importantes segmentos desta categoria e a manutenção das condições favoráveis do crédito são importantes fatores que devem sustentar o dinamismo do setor em 2010. A recuperação de bens de capital também está verificando-se, e se torna muito relevante,pois reflete o aumento de investimentos em máquinas e equipamentos. Este setor está sendo influenciado pela política de incentivos do governo, como desonerações tributárias e pelo Programa de Sustentação dos Investimentos do BNDES, que oferece uma linha de crédito a juros baixos e prazos longos, propiciando aumentos dos seus desembolsos, amplamente direcionados à indústria.

Dos 21 gêneros pesquisados, 14 apresentam previsões (diferença entre os percentuais de aumento de

investimentos menos os de redução) superiores às de 2009, e sete inferiores. Na comparação com o

previsto para 2008, período em que as expectativas de investimentos eram das mais otimistas, somente

cinco gêneros industriais, voltados predominantemente para o mercado interno, superam os resultados

daquela época.

A perspectiva do investimento no ano seguinte é indicada pelas empresas em intervalos de taxas de

crescimento. Ressalte-se que em 2010, pela primeira vez, a faixa que atingiu o maior percentual, entre

os empresários industriais que pretendem ampliar seus investimentos, é a de expansão acima de 20%.

Esta taxa é apontada por 33% do mercado. Crescimento entre 10,1% e 20% é previsto por 20% das

empresas; 32% prevêem crescimento entre 5,1% e 10%; e 15% esperam aumento entre 0,1% e 5%.

Em relação ao faturamento, as previsões para 2010 são mais animadoras do que às de 2009,

principalmente para bens duráveis de consumo, que devem continuar sendo beneficiados por bom

desempenho dos negócios no mercado interno. A parcela de empresas que projetam aumento das

vendas, descontada a inflação, em 2010, é de 69%, superior às 62% que previam o mesmo em 2009, mas inferior às 71% que projetavam crescimento em 2008. A proporção de empresas que planejam faturar menos em 2010 diminuiu de 12% para 8%.