Mesmo com ata do Fed, bolsas fecham sem tendência

SÃO PAULO, 6 de janeiro de 2010 - As principais bolsas mundiais apresentaram ganhos modestos nesta sessão. O movimento foi influenciado pela divulgação de indicadores norte-americanos, que vieram abaixo do esperado e trouxeram instabilidade aos negócios.

Diante disso, as praças acionárias de Wall Street não definiram tendência. Os investidores acompanharam ainda a ata do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). No documento, a autoridade monetária afirmou que a economia norte-americana está ganhando impulso, mas julgaram que as taxas de juros devem continuar no nível recorde de baixa. Diante disso, O Dow Jones ganhou 0,02%, para os 10.573 pontos; o Nasdaq recuou 0,33%, para os 2.301 pontos; e o S&P 500 subiu 0,05%, para os 1.137 pontos.

Por sua vez, as bolsas europeias terminaram em leva alta, em um dia marcado pela fraca movimentação. Ao término do pregão, o FTSE-100, de Londres, subiu 0,14%, aos 5.530 pontos; o DAX, de Frankfurt, avançou 0,04%, aos 6.034 pontos; e o CAC-40, de Paris, ganhou 0,12% 4.018 pontos.

Por aqui, o desempenho positivo das commodities no mercado externo deu força ao Índice Bovespa, garantindo o oitavo avanço consecutivo. Ao final dos negócios, a bolsa brasileira marcou expansão de 0,70%, aos 70.729 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 7,19 bilhões.

Na Argentina, o índice Merval fechou em terreno negativo, com retração de 1,64%, aos 2.362 pontos.

Nas commodities, o barril do petróleo fechou com avanço superior a 1%, refletindo a desvalorização do dólar frente ao euro, o que elevou a atratividade da matéria-prima como investimento alternativo. O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em fevereiro, subiu 1,7%, cotado a US$ 83,12 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento em fevereiro, avançou 1,6%, negociado a US$ 81,84 no ICE Exchange de Londres.

Na renda fixa, os investidores repercutiram dados da produção industrial e devolveram parte dos prêmios acumulados. O DI com vencimento em janeiro de 2011 apontou taxa anual de 10,35%. No câmbio, o dólar fechou em alta, vendido a R$ 1,73.

(Redação - Agência IN)