Sem muito fôlego, Ibovespa registra alta de 0,25%

SÃO PAULO, 23 de dezembro de 2009 - Após a forte alta observada ontem (2,26%), o principal índice acionário da BM&FBovespa operou sem muito fôlego no último pregão antes do Natal. Ao final dos negócios, o Ibovespa subiu 0,25%, aos 67.588 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 4,35 bilhões.

"A leve valorização da bolsa brasileira foi segurada pelo desempenho das ações da Petrobras, que repercutiram o avanço do petróleo no mercado internacional", afirmou Silvio Campos Neto, economista do Banco Schahin.

Os papéis preferenciais da petrolífera ganharam 0,99%, cotados a R$ 36,70; refletindo o comportamento do preço do barril de petróleo do tipo WTI, que subiu 3%, cotado a US$ 76,61 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês).

Por sua vez, a alta da commodity é justificada pelo recuo das reservas nos Estados Unidos. De acordo com o Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês), os estoques de petróleo recuaram 4,9 milhões de barris na semana encerrada no dia 18 de dezembro, na comparação com a semana anterior, para 327,5 milhões de barris.

No mercado doméstico, o setor de aviação ganhou destaque na sessão. A GOL Linhas Aéreas Inteligentes anunciou a contratação de linha de crédito para pré-pagamento de aeronaves (PDP Facility), no valor de US$ 150 milhões. Diante isso, as ações preferenciais da companhia aérea figuraram entre as maiores altas do Índice Bovespa, com acréscimo de 2,77%, vendidas a R$ 26,25.

No mesmo sentido, a Embraer informou hoje que assinou contrato para venda de dois jatos Embraer 190 com a Aircraft Asset Management. O valor total da operação é de US$ 79 milhões. Os papéis ordinários da companhia apreciaram 2,61%, negociadas a R$ 9,42. Enquanto que as ações preferenciais da TAM ganharam 6,69%, aos R$ 38,09.

Ainda internamente, os investidores acompanharam a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15). O indicador registrou variação de 0,38% em dezembro, ficando abaixo da taxa de 0,44% apurada em novembro. No acumulado do ano, a taxa ficou em 4,18%.

Nos Estados Unidos, alguns indicadores vieram abaixo do esperado pelo mercado. Dentre eles, os gastos dos consumidores subiram 0,5% em novembro deste ano, enquanto a estimativa era de crescimento de 0,7%.

Outro dado que não foi bem recebido foi o de vendas de imóveis novos. O indicador caiu 11,3% em novembro, ante o mês anterior. A expectativa dos analistas era de um aumento de 2,2%. E a confiança do consumidor norte-americano também decepcionou, ao marcar 72,5 pontos em dezembro deste ano. A projeção dos analistas era de 74 pontos.

(Micheli Rueda - Agência IN)