Em meio as festividades, bolsas ficam sem tendência

SÃO PAULO, 23 de dezembro de 2009 - As principais bolsas mundiais operam com tendência mista nesta sessão. Os investidores digerem notícias corporativas que saíram ao longo da manhã.

Nos Estados Unidos, alguns indicadores vieram abaixo do esperado pelo mercado. Dentre eles, os gastos dos consumidores subiram 0,5% em novembro deste ano, enquanto a estimativa era de crescimento de 0,7%.

Outro dado que não foi bem recebido foi o de vendas de imóveis novos. O indicador caiu 11,3% em novembro, ante o mês anterior. A expectativa dos analistas era de um aumento de 2,2%.

Ainda por lá, a montadora norte-americana Ford confirmou a conclusão de um acordo para a venda de sua filial sueca volvo para uma companhia chinesa.

Na Europa, com poucos indicadores de peso agendados na sessão, o mercado acompanhou a ata da reunião do Banco da Inglaterra (BoE, central). A autoridade monetária afirmou que a economia do Reino Unido vai se recuperar antes do esperado, o que deve sustentar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no médio prazo. Além disso, os agentes tomaram conhecimento que a Novartis adquiriu uma biofarmacêutica por US$ 120 milhões.

E no brasil, destaque para o comportamento da inflação. O IPCA-15, prévia da inflação oficial, desacelerou para 0,38% em dezembro, contra taxa de 0,44% apurada no mês anterior. No ano, o índice acumula variação de 4,18%.

Mesmo com este desempenho do IPCA-15, a curva de juros futuros segue com discretas oscilações. Há pouco, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 projetava taxa anual de 10,39%.

No mercado acionário, o Ibovespa opera com discreta retração, influenciado pela cautela externa. E no câmbio, o dólar encerrou a primeira etapa dos negócios estável, vendido a R$ 1,78.

(Redação - Agência IN)