Dólar cede em dia de fraca liquidez

SÃO PAULO, 23 de dezembro de 2009 - Nesta quarta-feira, espremida entre o Natal e o fim de semana, a agenda é esvaziada por aqui, no entanto, as atenções se voltam para o cenário externo que segue com viés positivo contribuindo para a queda da moeda norte-americana. Há pouco, o dólar era comprado a R$ 1,776 e vendido a R$ 1,778 com desvalorização de 0,22%.

Enquanto aguardam alguns dados importantes da agenda norte-americana, com destaque para os gastos dos consumidores em novembro, os mercados internacionais dão continuidade ao viés positivo. Os mercados acionários europeus, os futuros em Nova York e o petróleo sobem perto de 0,5%, enquanto as moedas oscilam perto da estabilidade.

Foi divulgado há pouco que o número de solicitações de empréstimos hipotecários nos Estados Unidos recuou 10,7% na semana encerrada dia 18 de dezembro, ante o mesmo período da semana anterior, já com ajustes sazonais realizados no período.

Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK, avalia que se os números norte-americanos, especialmente os dados do mercado imobiliário, reforçarem o otimismo com relação à recuperação da economia dos EUA e a expectativa de que a elevação da taxa de juro pode ser antecipada em 2010, o comportamento dos mercados internacionais de ontem pode se repetir hoje e o otimismo desse início de dia pode ganhar força. Neste caso, o dólar pode passar a operar entre os R$ 1,76 e os R$ 1,77, ou até um pouco abaixo se o otimismo estiver mais intenso.

"No entanto, como o volume de negócios e a liquidez devem continuar reduzidos e ainda há uma dose de cautela latente por conta das preocupações com as dívidas dos governos e o sistema financeiro do leste europeu, qualquer eventual surpresa negativa ou operação um pouco maior de proteção pode provocar uma reversão nos mercados", ressalta Miriam.

Na agenda interna, os agentes repercutem novos dados de inflação, dentre eles, o resultado acima do esperado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) que apresentou variação positiva de 0,38% em dezembro. Analistas previam inflação de 0,35%.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)