O sobe e desce dos preços em 2009

SÃO PAULO, 22 de dezembro de 2009 - Uma das versões do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getúlio Vargas - o IPC-10 - foi o primeiro a concluir o ciclo de 12 meses em 2009. Neste intervalo, o índice subiu 4,10%, percentual abaixo do apurado no mesmo período em 2008, que foi de 6,05%.

Entre os produtos e serviços de maior peso do IPC, estão as despesas do grupo Habitação -que comprometem aproximadamente 30% do orçamento familiar. Entre os 10 itens que mais influenciaram a inflação em 2009 estão dois serviços que comprometem 1/3 do peso desta classe de despesa: o aluguel residencial (7,25%) e a tarifa de eletricidade residencial (5,54%). Fora do grupo habitação, foram registrados aumentos anuais relevantes para três itens: batata-inglesa (77,86%), cigarro (21,15%) e açúcar refinado (60,31%). Estes movimentos explicam 32% da variação acumulada pelo IPC/FGV em 2009.

Sem considerar o peso no orçamento familiar, foram captados aumentos expressivos para vários alimentos in natura, entre os quais vale citar: cebola (94,17%), alho (46,41%) e a cenoura (36,47%).

Em contrapartida, no levantamento feito pelo economista da FGV André Braz, vários alimentos importantes registraram queda e evitaram que a inflação nos últimos 12 meses fechasse em patamar mais alto.

Os destaques foram: feijão preto (-44,52%), arroz branco (-16,61%), carne moída (-9,56%) e leite tipo longa-vida (-5,09%). É importante ressaltar que o feijão preto e o arroz branco vinham de um comportamento de alta de preços em 2008, com aumentos de 44,74% e 31,66%, respectivamente. Quedas importantes foram verificadas para os itens: feijão carioquinha (-38,45%), passagem aérea (-24,94%) e bacalhau (-18,38%).

(MLC - Agência IN)