Ibovespa sobe 1,20% com ambiente externo favorável

SÃO PAULO, 22 de dezembro de 2009 - A bolsa brasileira opera com ganhos nesta terça-feira, com os investidores ajustando suas posições em meio à queda na sessão anterior e também acompanhando o bom humor dos mercados externos. Há pouco, o Ibovespa avançava 1,20%, aos 66.717 pontos. O giro financeiro da bolsa estava em R$ 2,05 bilhões.

"Como ontem as bolsas dos Estados Unidos terminaram em alta e aqui em baixa em função do vencimento de opções sobre ações, houve uma correção natural no Ibovespa", considerou Luis Roberto Monteiro, assessor de investimentos da Corretora Souza Barros.

Monteiro ponderou ainda que os indicadores econômicos norte-americanos divulgados hoje não influenciaram nos negócios, uma vez que "os mercados já vinham de um processo de recuperação", disse.

Dentre os destaques, a economia norte-americana cresceu 2,2% no terceiro trimestre de 2009, ante o período anterior, de acordo com a última medição. O dado veio abaixo das expectativas dos analistas (2,8%).

O relatório trouxe ainda que os gastos dos consumidores (PCE, na sigla em inglês) avançou 2,8% no terceiro trimestre de 2009, contrastando com uma queda de 0,9% no segundo trimestre.

Outro dado mencionado pelo assessor de investimentos da Corretora Souza Barros foi o de vendas de imóveis usados. O índice subiu 7,4% em novembro de 2009, com ajustes sazonais.

No Brasil, além da influência externa, o desempenho das blue chips ajudam a dar o tom aos negócios. Há pouco, as ações preferenciais da Vale valorizam 0,92%, enquanto que as preferenciais da Petrobras cresciam 2,01%. As cotações da estatal operam na direção contrária dos preços do petróleo no mercado internacional, com o barril do tipo WTI em queda de 1,1%.

Ainda internamente, o mercado centrou as atenções no Relatório Trimestral de Inflação divulgado pelo Banco Central (BC). A autoridade revisou o Produto Interno Bruto (PIB) para baixo em 2009 (de 0,8% para 0,2%) e anunciou pela primeira vez sua projeção para a economia em 2010 (5,8%).

(Déborah Costa - Agência IN)