Ibovespa corrige perda e fecha com valorização de 2,26%

SÃO PAULO, 22 de dezembro de 2009 - O principal índice acionário da BM&FBovespa corrigiu as perdas observadas no pregão de ontem e encerrou a terça-feira em alta, acompanhando o movimento das bolsas norte-americanas. Ao final do pregão, a bolsa brasileira marcou valorização de 2,26%, aos 67.417 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 5,57 bilhões.

A recuperação das blue chips, Petrobras e Vale, nessa sessão também sustentaram a expansão do Ibovespa. As ações preferenciais da petrolífera subiram 3,23%, cotadas a R$ 36,34, em consonância com o desempenho das cotações de petróleo no mercado internacional; enquanto que as ações preferenciais da Vale ganharam 2,83%, vendidas a R$ 42,06.

"Sem notícias de peso, o Ibovespa seguiu em alta em um movimento de correção, após a inesperada queda de ontem", afirmou Pedro Galdi, analista de investimentos da SLW Corretora, lembrando que o cenário externo colaborou para manter o Índice Bovespa em terreno positivo.

Segundo o analista, nos Estados Unidos foram divulgados hoje dados mistos sobre a economia. Se por um lado, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA decepcionou, por outro, as vendas de imóveis usados trouxeram otimismo aos mercados.

A economia norte-americana registrou expansão de 2,2% no terceiro trimestre de 2009, ante o trimestre anterior. O dado veio abaixo das expectativas dos analistas (2,8%). Na direção oposta, as vendas de imóveis usados avançaram 7,4% em novembro de 2009, para uma taxa anualizada de 6,54 milhões de unidades. O número superou as estimativas (+2,5%).

Já no mercado doméstico, as atenções ficaram centradas no Relatório Trimestral de Inflação divulgado pelo Banco Central (BC). A autoridade monetária revisou o PIB para baixo em 2009 (de 0,8% para 0,2%) e anunciou pela primeira vez sua projeção para a economia em 2010 (5,8%).

Ainda internamente, Galdi ressalta o desempenho das ações das empresas do setor de papel e celulose. Ontem, a Suzano anunciou aumento no preço de sua celulose para janeiro. Diante disso, os papéis da companhia avançaram 8,14%, cotadas a R$ 21,90. Na esteira, as ações da Fibria configuraram o destaque de alta do Ibovespa, com ganho de 7,19%, aos R$ 39,34.

(Micheli Rueda - Agência IN)