Desonerações sobre investimentos vieram para ficar, diz Mantega

SÃO PAULO, 22 de dezembro de 2009 - As reduções de impostos para estimular o consumo têm prazo para acabar, mas as desonerações para o investimento vieram para ficar. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem (21) que as medidas de estímulo à economia seguirão o cronograma anunciado nas últimas semanas.

Na conversa, o ministro comprometeu-se ainda a retomar o superávit primário - economia de recursos para pagar os juros da dívida pública - de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano. Segundo ele, a queda no esforço fiscal foi temporária e necessária para manter o ritmo da economia após o agravamento da crise financeira mundial. Ele destacou que, a partir do próximo ano, a dívida pública deve recuperar a trajetória de queda.

Mantega também comentou a decisão do governo de taxar o capital estrangeiro que entra no país por meio da cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Na sua avaliação, a medida foi eficaz para estabilizar o dólar em meio a um cenário de forte valorização do real. De acordo com ele, se o governo não tivesse agido, o dólar comercial estaria atualmente cotado entre R$ 1,50 e R$ 1,60, abaixo da cotação de R$ 1,79 registrada hoje.

O ministro ressaltou que fatores externos também contribuirão para impedir a sobrevalorização do real. Na avaliação de Mantega, um possível aumento de juros nos Estados Unidos a partir do próximo ano e a perspectiva de déficit nas transações correntes, motivado pelo aumento nas importações e pela consequente queda no saldo da balança comercial, ajudarão a conter a queda do dólar. As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)