Cresce confiança do consumidor no comércio eletrônico

SÃO PAULO, 21 de dezembro de 2009 - Pesquisas coletadas junto a mais de 130 mil pessoas que fizeram compras pela Internet no mês de novembro revelam que 86,71% delas estão satisfeitas com o desempenho do comércio eletrônico brasileiro.

Esta é a terceira melhor marca de 2009 do Índice de Confiança do e-consumidor, estudo desenvolvido pela consultoria e-bit em parceria com o Movimento Internet Segura (MIS). O resultado demonstra que o aumento do volume de transações pela rede causado pelas compras de final de ano não tem provocado impacto na eficiência das lojas.

O coordenador do Movimento Internet Segura, Djalma Andrade, afirma que os 86, 71% de aprovação em novembro só ficam atrás de julho e agosto, quando o índice superou a casa dos 87%. "Somando os percentuais registrados de janeiro a novembro deste ano, temos uma média de 86,43% de satisfação", afirma.

O diretor executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) Gerson Rolim ressalta o fato de que este desempenho de novembro praticamente garante que a média de satisfação do ano ficará acima dos 85%, padrão considerado pela camara-e.net como sendo de excelência para o varejo eletrônico. "Nos Estados Unidos, por exemplo, onde a cultura de compras não presenciais é muito mais disseminada do que no Brasil, a média de satisfação é de 82%. Levando-se em conta toda a complexidade das compras pela Internet, principalmente num país com dimensões continentais como o Brasil, temos consciência de que é muito difícil alcançar patamares próximos a 80% de satisfação, por isso consideramos 85% um marco de eficiência do segmento", afirma.

Djalma comenta que a eficiência das lojas eletrônicas apontada pelos próprios compradores poderia ser ainda maior caso não tivesse ocorrido a greve dos Correios. "Este evento pode ter provocado alguns atrasos de entregas que justificariam uma redução do índice de satisfação tanto de setembro, quando efetivamente os trabalhadores cruzaram os braços, como de outubro, quando eles voltaram a trabalhar mas se depararam com um grande acúmulo de entregas a serem feitas", disse.

Ao todo foram consultadas 130.735 pessoas entre 1 e 30 de novembro. Elas expressaram o nível de satisfação com base em 10 quesitos: Facilidade de Comprar, Seleção de Produtos, Informação sobre os Produtos, Preços, Navegação, Entrega no Prazo, Qualidade dos Produtos, Qualidade do Atendimento a Clientes, Política de Privacidade e Manuseio e Envio dos Produtos.

De acordo com um levantamento feito pela e-bit, o período de compras que antecede ao Natal, compreendido entre os dias 15/11 e 24/12 deve significar um faturamento de R$ 1,63 bilhões, um crescimento nominal de 30% em relação a 2008 quando o setor atingiu R$ 1,25 bilhões em vendas. "Com o resultado do Natal, o e-commerce nacional deve fechar 2009 com um faturamento superior a R$ 10,5 bilhões, confirmando a expectativa da e-bit de um crescimento nominal de 28% em relação ao ano passado" finalizou o diretor da e-bit, Pedro Guasti.

(Redação - Agência IN)