Setor de alimentação espera avanço de 5% para este ano

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - O crescimento do setor de alimentação fora do lar pode ser limitado por leis restritivas, como a Lei Seca e a Antifumo. É o que diz pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em parceria com a Focus Pesquisa e Estratégia. O estudo foi realizado no segundo trimestre de 2009 com 1.440 empresas em todo o país. Até o final deste ano, o segmento deve movimentar aproximadamente R$ 62 bilhões, crescimento de 5% em relação aos R$ 59 bilhões registrados em 2008.

Os dados apontam que os brasileiros gastam em média 26% da renda com alimentação em bares e restaurantes, sendo que, no Rio de Janeiro, a média sobe para 31%.

De acordo com o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci Júnior, a Lei Seca no primeiro momento afetou cerca de 40% do faturamento dos bares e restaurantes do país. Atualmente, a lei compromete cerca de 5% da receita no Rio.

As leis restritivas geram cautela entre os empresários do setor, que têm expectativa modesta. Principalmente no Sudeste, onde somente 28% acreditam no crescimento do segmento.

A pesquisa indicou que 26% dos entrevistados apontam a carga tributária como a principal dificuldade enfrentada pelas empresas de alimentação. Em segundo lugar, estão impasses relacionados à burocracia, regulamentação legal e regulamentação dos estabelecimentos, que somados representam 19,8%.

Em São Paulo, os itens carga tributária (26,6%) e exigências do setor público sobre o segmento (26,2%) são os principais entraves para o crescimento, o que comprova a dificuldade enfrentada por estabelecimentos paulistas em relação a medidas governamentais.

Além disso, depois de três meses em vigor da lei antifumo em São Paulo, o faturamento caiu de 12% a 15% nos estabelecimentos paulistanos, principalmente nas regiões centrais, de maior fiscalização destacou Solmucci.

O estudou apontou ainda que 72,5% dos empresários mantiveram o quadro de empregados.