GM reembolsa todo crédito concedido pelo governo alemão

SÃO PAULO, 24 de novembro de 2009 - A montadora norte-americana General Motors (GM) reembolsou todo o crédito de ? 1,5 bilhão (cerca de US$ 2,245 bilhões) que o governo da Alemanha concedeu para manter a salvo a filial Opel, segundo anunciou hoje a chanceler alemã, Angela Merkel.

"Posso dizer a vocês que os últimos fundos recebidos pela General Motors para a Opel foram reembolsados. Isto quer dizer que a operação Opel não custou um centavo ao contribuinte alemão", disse Merkel, durante conferência da organização patronal alemã BDA.

A chanceler afirmou ainda que o governo teve "absolutamente razão em construir uma ponte para garantir a sobrevivência da Opel por meio de crédito". O vencimento estava previsto para 30 de novembro.

Merkel acrescentou em tom alegre esperar "uma carta de agradecimento" da GM, que recentemente decidiu manter a filial europeia, ao invés de vender a Opel, o que provocou a irritação do governo alemão, que desejava a venda para o grupo canadense Magna.

De todo modo, a GM já anunciou um plano de reestruturação com a demissão de 10 mil funcionários de um total de 50 mil na Europa. A companhia também buscará reduzir a produção entre 20% e 25%.

A montadora norte-americana informou, no entanto, que a fábrica de Bochum (noroeste da Alemanha), com 4,8 mil funcionários, não será fechada.

A GM calcula que o plano de reestruturação custará ? 3,3 bilhões (quase US$ 5 bilhões).

De acordo com a revista alemã Der Spiegel, o grupo recebeu ofertas da Grã-Bretanha (? 400 milhões) e da Espanha (de ? 300 a ? 400 milhões), assim como uma redução de impostos na Polônia.

Mas na segunda-feira, os países europeus com fábricas da Opel decidiram coordenar na próxima semana a resposta ao plano de reestruturação da montadora norte-americana e deixar de negociar individualmente ajudas públicas.

Bélgica, Espanha e Grã-Bretanha criticaram a Alemanha por agir sozinha e tentar salvar os empregos alemães com ajudas públicas quando a GM pretendia vender a Opel.

(Redação com agências internacionais - Agência IN)