Gabrielli diz que só refinaria de Pernambuco teve ritmo menor

SÃO PAULO, 24 de novembro de 2009 - José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, informou hoje que somente as obras de terraplanagem da Refinaria em Pernambuco, no Nordeste, tiveram o ritmo reduzido em função da investigação e denúncias do Tribunal de Contas da União (TCU), mas que os demais contratos seguem o andamento normal. "Já temos R$ 5,3 bilhões contratados para as obras", afirmou o presidente na Comissão Mista de Orçamento, na Câmara dos Deputados.

Ele lembrou que as divergências e indícios de possíveis irregularidades nas obras de terraplanagem se referem a menos de 10% dos valores já contratados. "As divergências com o TCU têm convergido mais do que divergido. Temos confiança de que as solucionaremos junto ao Tribunal, incluindo como avaliar obras complexas, diferentemente de obras mais simples como rodovias".

No depoimento José Sergio Gabrielli informou aos integrantes da Comissão as razões do crescente investimento da Companhia na ampliação de refinarias, que, segundo ele, está relacionado ao aumento da produção da Petrobras no Brasil e no exterior. O presidente explicou que a sustentabilidade de uma empresa que tem atuação tanto na exploração e produção, quanto no refino, se torna mais viável quando investe nos dois setores. "Precisamos equilibrar nossa situação de refino, por isso estamos construindo cinco refinarias no país', esclareceu.

A Refinaria do Nordeste é a primeira grande refinaria do país desde 1980. Gabrielli informou aos deputados que o empreendimento vai atender, prioritariamente, a região Nordeste e vai produzir diesel e outros produtos, mas, no entanto, não produzirá gasolina.

O presidente da Petrobras explicou que a terraplanagem de estradas e de refinarias são muito diferentes uma da outra e que não é possível fazer comparações deste tipo. José Sergio Gabrielli respondeu aos questionamentos dos integrantes da Comissão, reiterando que as divergências que ainda existem estão sendo discutidas com o Tribunal de Contas.

Durante a reunião, o deputado Marcio Reinaldo (PP-MG) defendeu a continuidade das obras. O parlamentar afirmou que é preciso definir a regra que vale para a Petrobras: se o decreto que estabelece o processo licitatório simplificado ou a Lei 8.666, para evitar outros problemas do gênero.

Gabrielli também forneceu informações sobre a gestão da empresa e ressaltou que existem mecanismos de controle interno que impedem a tomada de decisões pessoais e obriga a divisão de responsabilidades.

(Redação - Agência IN)