Dólar inverte rumo e sobe após piora de humor externo

SÃO PAULO, 24 de novembro de 2009 - Após cair nas primeiras horas do dia, o dólar inverteu o rumo dos negócios em meio à piora de humor dos mercados internacionais. No fim da primeira etapa, a moeda estrangeira subiu 0,23%, a R$ 1,732 na compra e R$ 1,734 na venda.

Os investidores repercutem a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano, que cresceu 2,8% entre julho e setembro, menos do que a primeira leitura (3,5%). No período, o consumo pessoal teve acréscimo de 2,9%, contrastando com queda de 0,9% no segundo trimestre. Entre abril e junho, a economia dos EUA registrou contração de 0,7%.

Para Rodrigo Nassar, gerente financeiro da Hencorp Commcor, os dados do PIB não mudaram em nada as perspectivas, criando ainda mais expectativas pela ata do Comitê Federal para o Mercado Aberto (Fomc). O sentimento medido pelo Conference Board subiu para 49,5 pontos. Já a ata deverá dar suporte à manutenção dos juros baixos por um longo período de tempo, assim como aconteceu no comunicado divulgado após a reunião. "O relatório não deverá mostrar novidades, refletindo a visão mais positiva do Fomc para atividade, inflação contida e recuperação gradual da economia", lembra um profissional.

Os investidores também respondem aos dados das contas externas brasileiras. Mostrando números recordes, os investimentos estrangeiros no mercado financeiro somaram US$ 17,119 bilhões em outubro, o maior desde o início da série histórica, em 1947. Em setembro, os investimentos em carteira somaram US$ 6,835 bilhões.

Em outubro, o investimento total em ações também bateu recorde, US$ 14,449 bilhões, sendo US$ 9,705 bilhões negociados no País e o restante negociados em ações de empresas brasileiras no exterior. Outros US$ 2,67 bilhões foram aplicados em renda fixa. O resultado foi impactado pelo lançamento de ações do Santander, no começo do mês passado.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)